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Itamaraty reage após morte de Suleimani e fala em 'luta contra o flagelo do terrorismo'

Itamaraty reage após morte de Suleimani e fala em 'luta contra o flagelo do terrorismo'
Foto: Reprodução / Aljazeera

O Ministério das Relações Exteriores se posicionou nesta sexta-feira (3) sobre a tensão gerada entre Irá e Estados Unidos após a morte do general iraniano Qassem Suleimani, após ataque ordenado pelos norte-americanos a um aeroporto em Bagdá, capital do Iraque (leia mais aqui).

 

O Itamaraty afirmou, em nota enviada ao G1, que “está igualmente pronto a participar de esforços internacionais que contribuam para evitar uma escalada de conflitos neste momento”.

 

O comunicado também pontua que o “Governo brasileiro manifesta seu apoio à luta contra o flagelo do terrorismo”. A pasta ainda reiterou o episódio como “ações conduzidas pelos EUA nos últimos dias no Iraque”.

 

“O terrorismo não pode ser considerado um problema restrito ao Oriente Médio e aos países desenvolvidos, e o Brasil não pode permanecer indiferente a essa ameaça, que afeta inclusive a América do Sul”, diz outro trecho da nota.

 

A morte do general, que era líder da Guarda Revolucionária iraniana, gerou respostas das principais autoridades do país. O líder do premo, o aiatolá Ali Khamenei, líder do supremo do país, disse que o episódio teria uma “severa vingança”. O presidente Hassan Rouhani foi na mesma linha do número um na hierarquia iraniana.

 

Nas ruas da capital Teerã, milhares de manifestantes percorreram as ruas para protestar contra o atentado. Bandeiras norte-americanas foram queimadas e inúmeros cartazes com o rosto de Suleimani foram expostos, além de gritos de “morte à América” e “morte à Israel” (leia mais aqui).

 

Confira o comunicado completo:

 

"Acontecimentos no Iraque e luta contra o terrorismo

 

Ao tomar conhecimento das ações conduzidas pelos EUA nos últimos dias no Iraque, o Governo brasileiro manifesta seu apoio à luta contra o flagelo do terrorismo e reitera que essa luta requer a cooperação de toda a comunidade internacional sem que se busque qualquer justificativa ou relativização para o terrorismo.

 

O Brasil está igualmente pronto a participar de esforços internacionais que contribuam para evitar uma escalada de conflitos neste momento.

 

O terrorismo não pode ser considerado um problema restrito ao Oriente Médio e aos países desenvolvidos, e o Brasil não pode permanecer indiferente a essa ameaça, que afeta inclusive a América do Sul.

 

Diante dessa realidade, em 2019 o Brasil passou a participar em capacidade plena, e não mais apenas como observador, da Conferência Ministerial Hemisférica de Luta contra o Terrorismo, que terá nova sessão em 20 de janeiro em Bogotá.

 

O Brasil acompanha com atenção os desdobramentos da ação no Iraque, inclusive seu impacto sobre os preços do petróleo, e apela uma vez mais para a unidade de todas as nações contra o terrorismo em todas as suas formas.

 

O Brasil condena igualmente os ataques à Embaixada dos EUA em Bagdá, ocorridos nos últimos dias, e apela ao respeito da Convenção de Viena e à integridade dos agentes diplomáticos norte-americanos reconhecidos pelo governo do Iraque presentes naquele país."