Sindicato dos motoristas de aplicativo vai pedir na Justiça valor por mortes
Por Rebeca Menezes / Mauricio Leiro
O Sindicato dos Motoristas por Aplicativos e Condutores de Cooperativas do Estado da Bahia (SIMACTTER-BA) através do seu representante Átila do Congo, disse que vai judicializar os casos em que as empresas responsáveis pelos motoristas paguem somente o valor do seguro. A categoria fez manifestação nesta segunda-feira (16) em frente ao prédio da Uber.
"Vamos entrar com a ação afinal: quanto vale uma vida? Quem vai custear as famílias? R$ 100 mil? Vamos pedir judicialmente para as famílias. O que está vivo está inutilizado. Ele foi queimado vivo, esfaqueado, ele viu os amigos morrerem", questionou Átila.
Já o sobrevivente do ataque aos motoristas por aplicativo não deve receber o seguro da empresa, segundo o líder do sindicato. "A 99 disse isso para ele e ele confirmou para a gente. Nosso advogado já está ciente e vai cobrar judicialmente, isso é um absurdo", disse.
De acordo com o representante o motorista sobrevivente saiu na sexta-feira (13) para trabalhar e fazer a compras no sábado (14). "A empresa liga em um momento desses e diz que só fariam [auxílio seguro] para os que morreram", comentou.
A 99Pop, de acordo com Átila, não entrou em diálogo com a categoria. "Os donos fecharam a porta da empresa de forma covarde, se escondendo", revelou.
Já a Uber prometeu fazer mudanças e, segundo Átila, "deixou claro que em até duas semanas [teremos mudanças] e tudo que discutimos foi acatado"."Tem algumas questões operacionais para resolver. É diferente da 99 e negociaram para resolver o problema", finalizou.
