ANTROPÓLOGO DEFENDE MANUTENÇÃO DE PEDRAS PORTUGUESAS
Por (Cíntia Kelly)
O professor da Ufba e antropólogo Ordep Serra faz parte do esquadrão soteropolitano que defende a permanência das pedras portuguesas nas calçadas de Salvador. Em e-mail enviado a amigos, Ordep parte para a defesa com argumentos óbvios para muitos, mas que não parecem sensibilizar o poder público: "Uma paisagem urbana que alcança reconhecimento de sua beleza e de sua significatividade, não apenas em âmbito local, mas ainda além, conferindo a um sítio amplo prestígio, integra o patrimônio de um povo; deve ser protegida, jamais adulterada pelos governantes. Os elementos que compõem a paisagem urbana se organizam em uma sintaxe que é decisiva para a apreciação do conjunto. Considerar o Forte de São Diogo, o Forte de Santa Maria e o Farol da Barra (Forte de Santo Antônio) como monumentos isolados, como “ilhas” em um vazio, esquecendo seu entorno, contradiz o espírito da legislação pertinente ao patrimônio cultural. Desrespeitar os componentes do arranjo espacial que os liga um ao outro é tirar-lhes o valor de monumentos, é degradá-los (...)". Não é preciso dizer mais nada. Ordep está certíssimo.