PORTO DO ATRASO
Por (Daniel Pinto)
“Há seis, sete anos, em comentário aqui publicado, denominei o porto de Salvador de ‘Porto do Atraso’ numa alusão às dificuldades que gerava para o desenvolvimento do Estado contribuindo com a fuga de grandes navios para os portos de Vitória do Espírito Santo e Suape, em Pernambuco, com direito também a Pecém, no Ceará”, destaca Samuel Celestino, em sua coluna de hoje, no jornal “A Tarde”. Celestino reserva boa parte do seu texto para tratar sobre a relação entre infra-estrutura e desenvolvimento econômico. “A Bahia só ficou com a Ford pelas vantagens oferecidas numa guerra fiscal com o Rio Grande do Sul. Recentemente, perdeu a Toyota e o pólo automobilístico que se imaginava na região de Camaçari ficou apenas no sonho. (...) A Bahia ainda não foi alcançada, mas é fato que começa a perder terreno em relação a Pernambuco, transformado, nos últimos tempos, num canteiro de obras e atraindo investidores”.