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Conscientização feita pela Transalvador está 'muito aquém', avalia diretor do Sindseps

Por Matheus Caldas

Conscientização feita pela Transalvador está 'muito aquém', avalia diretor do Sindseps
Foto: Reprodução / Twitter

Casos como o da agressão sofrida pelo agente da Superintendência de Trânsito de Salvador (Transalvador) nesta segunda-feira (23) podem ser evitados pela própria autarquia (leia mais aqui). Pelo menos, essa é a opinião do diretor do Sindicato dos Servidores da Prefeitura de Salvador (Sindseps), Helivaldo Alcântara, que também é agente de trânsito. Para ele, a autarquia deveria investir mais em conscientização.

“Não podemos penalizar um agente em cima do discurso de tudo que acontece na cidade é culpa do agente. Nesse atual momento, quem mais estão expostos são os agentes de trânsito. As notificações de radar estão aí. As pessoas cometem qualquer tipo de infração e culpam quem? O agente. O alvo é a Transalvador. Eu estou ali apenas cumprindo meu papel. Lógico que ninguém é perfeito, mas estamos ali para orientar e conduzir para o melhor caminho”, pontua o dirigente, em entrevista ao Bahia Notícias. 

Na visão dele, a autarquia está “muito aquém” no quesito de conscientização. Ele alega que já houve conversas do grupo com o superintendente da Transalvador, Fabrizzio Muller, e com o secretário de Mobilidade (Semob), Fábio Mota, para tratar sobre o assunto. No entanto, ambos indicam impossibilidade financeira para atender as demandas dos sindicalistas. “Já conversamos com o Fabrizzio. Tentamos conversar com a própria estrutura toda da Transalvador. Já conversamos com o secretário Fábio Mota. Ele também tem que procurar desenvolver e ampliar isso. Mas todo mundo só coloca a dificuldade financeira. Com tanto dinheiro que se arrecada, se fala de dificuldade financeira e material humano. Concurso está aí para isso”, reclama.

Alcântara entende que é preciso mudar a cultura da “educação corretiva”. “”Vou corrigir agora aqui porque você errou”, “tô te punindo”. Eu acho que isso é um grande erro ainda”, opina.

Segundo o diretor do sindicato, a Transalvador possui um programa de conscientização nas escolas da capital baiana. Contudo, nos últimos anos, o programa perdeu espaço. “Infelizmente, o nosso povo não foi educado com isso. E só se educa com a punição no bolso, infelizmente. Eu acho que a Transalvador deveria voltar com a sua equipe de educação para o trânsito nas escolas municipais e particulares. Quanto mais ela investir nisso para os agentes passarem isso para as crianças... é essencial isso”, conclui.