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Everaldo diz que Rui Costa tem compromisso com PT e não acredita em saída do partido

Por Lucas Arraz / Mauricio Leiro

Everaldo diz que Rui Costa tem compromisso com PT e não acredita em saída do partido
Foto: Jade Coelho / Bahia Notícias

O presidente do PT Everaldo Conceição não acredita que o governador Rui Costa saia do partido após declarações feitas a revista Veja, entre elas a de que o PT deve esquecer a ideia do "Lula Livre" (relembre aqui).

 

"Ele reafirma o compromisso com o PT, com a bandeira Lula Livre, não somos um partido que tem um centralismo democrático, somos um partido de massa, aberto. Convivemos com opiniões diferenciadas", revelou o presidente da legenda.

 

Everaldo diz que Rui errou e vem fazendo provocações mas as declarações são importantes para o partido debater os temas. "São opiniões que tem concordância, isso é fruto da falta de debate no PT, e no congressos vamos discutir o futuro. É importante essas provocações, não só Rui mas Tarso Genro por exemplo é um dos que provocam debates. A questão central do Lula Livre e da política de aliança são coisas distintas, não podemos tratar o Lula Livre para uma condição de aliança, mas o Lula Livre tem que ser condição para o debate da democracia no Brasil", comentou.

 

"O que veio a tona foi o debate que não esta na ordem do dia. Eleição não está na ordem do dia, e sim uma ameaça a democracia. Eu acho que a intenção de debater a presidência da república e politica de aliança nao ajuda a busca do que a sociedade quer, a estabildiade do país e os comprometidos com a democracia estão com medo da ameaça", analisou Everaldo.

 

Conceição prega que o partido dos trabalhadores tem um conjunto de correntes de ideias diferenciadas e adota a pluralidade do debate. 

 

"Se voltarmos em 2002, Lula disputou com (Eduardo) Suplicy uma prévia para ser candidato para ser presidente da república. Houve divergências e isso não tirou nossas relações internas. O posicionamento de Rui não cria instabilidade no PT, as provocações dele tem que ser discutidas no congresso, temos que tirar frutos das provocações", concluiu.