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Na Bahia, Bolsonaro diz que maus divulgaram números mentirosos sobre Amazônia

Na Bahia, Bolsonaro diz que maus divulgaram números mentirosos sobre Amazônia
Foto: Reprodução / PR

Jair Bolsonaro afirmou em Sobradinho, nesta segunda-feira (5), que “maus brasileiros” divulgaram "números mentirosos" sobre o desmatamento na floresta Amazônica. O presidente esteve na Bahia durante a manhã para inaugurar a primeira etapa da Usina Solar Fotovoltaica Flutuante (veja aqui). Em discurso, comentou a exoneração do diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Ricardo Galvão.


“A Amazônia tem um potencial incalculável. Por isso, o mundo está de olho nela. Por isso, alguns maus brasileiros ousam fazer campanha com números mentirosos contra a nossa Amazônia”, afirmou. 

 

De acordo com a Folha de S.Paulo, o presidente classificou como irresponsável a divulgação dos dados pelo então presidente do Inpe. Segundo o presidente, caberia a Ricardo Galvão, antes da divulgação dos dados, procurar o ministro da Ciência e Tecnologia Marcos Pontes, que o procuraria “dada a gravidade do assunto”.

 

“Iríamos conversar os três e o que eu exigiria de imediato: cheque os dados. Certifique-se da veracidade dos números, porque os números não mentem. A partir do momento que, esses números, de forma irresponsável vazam, o Brasil tem um prejuízo enorme junto a outros países”, afirmou.

 

DADOS 
Em junho, o desmatamento na Amazônia Legal do Brasil alcançou os 920,4 Km². A marca anunciada pelo Inpe, representou um aumento do 88% com relação ao mesmo mês de 2018. Os dados apresentados causaram o mal estar entre Bolsonaro e o órgão (entenda aqui). 
 
O presidente afirmou que não quer vetar nem censurar qualquer divulgação de números sobre desmatamento. Mas afirmou que eles devem ser divulgados apenas quando se há certeza sobre eles. Com a declaração, Bolsonaro  colocou em xeque a veracidade dos estudos do Inpe. Segundo Bolsonaro, o ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles afirmou que o órgão computou áreas sobrepostas ao medir o desmatamento.
 
“A suspeita, o alerta de desmatamento, ao contrário daqueles que falaram há poucos dias, pode não ser verdadeira”, disse Bolsonaro.
 
Ele citou como exemplo hipotético um fazendeiro na Amazônia que porventura tenha voltado a desmatar uma área em que legalmente ele poderia suprimir a vegetação e os dados tenham sido computados como novos desmatamentos.
 
“Isso é péssimo para nós. Nós temos um acordo enorme com o Mercosul e começam já ruídos [de informação]. Isso traz um prejuízo enorme para o Brasil. Não temos medo da verdade, mas não posso admitir irresponsabilidade na divulgação de certos números por parte de funcionários”, disse.
 
O presidente não quis adiantar nomes de possíveis substitutos de Ricardo Galvão. Afirmou que os seus ministros têm liberdade para nomear seus subordinados, mas que ele, como presidente, tem poder de veto. Neste fim de semana, circulou a informação que um militar pode ser indicado ao cargo (veja aqui).