'Novo Enem' precisa abarcar discussão sobre exclusão digital, avalia Adélia Pinheiro
Por Matheus Caldas
Uma versão digital do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) será implantada em 2020, conforme anúncio feito no início deste mês pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), através do seu presidente, Alexandre Lopes. Mas a secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação da Bahia (Secti), Adélia Pinheiro considera que ainda é preciso uma discussão sobre a nova modalidade, sobretudo por conta da exclusão digital em que alguns brasileiros ainda vivem.
”A aplicação do Enem digital precisa ser feita porque ainda discutimos no Brasil a inclusão digital. Para discutir de forma responsável o Enem, que é um exame sólido e com resultados muito bem conhecidos, para ter outra forma de realização, precisamos enfrentar a questão da exclusão digital. Precisaremos discutir mesmo isso. Como ainda temos no Brasil excluídos digitalmente podendo participar disso?”, questiona, em entrevista ao Bahia Notícias.
A titular da Secti também destacou a metodologia aplicada no Enem. “O Enem, enquanto estratégia nacional de avaliação do aluno e do ensino médio, trouxe a possibilidade da inclusão, do enorme conjunto de estudantes e escolas. Isso foi um ponto muito favorável. A existência permitiu a possibilidade do Sisu, que está disponível para ser utilizado nas várias partes do Brasil. Toda a metodologia que embasa o Enem dá segurança”, pontuou.
A proposta do Inep é que a modalidade digital abarque 100% do exame até 2026. Para o próximo ano, o projeto-piloto prevê que 50 mil inscritos de 15 cidades, incluindo Salvador, façam a prova na nova plataforma.
