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Servidores reclamam de 'baixo cachê' pago pela prefeitura para carregar caboclos no 2 de Julho

Por João Brandão

Servidores reclamam de 'baixo cachê' pago pela prefeitura para carregar caboclos no 2 de Julho
Foto: Enaldo Pinto/ Ag. Haack/ Bahia Notícias

Os servidores municipais que carregam todo ano os caboclos da Independência da Bahia estão na “bronca” com a prefeitura de Salvador. Com um cachê de R$ 200 há 20 anos, segundo eles, as Raízes do Dois de Julho – como se identificam – protestam por um valor maior.

“Todos os anos é bom [trabalhar no Dois de Julho]. O que não presta é o dinheiro. São 20 anos com esse dinheiro. Nunca mudou. A coordenação só fica nessa. A gente trabalha o ano todo. Antigamente tinha vale-transporte, ticket-alimentação. A gente gosta, mas a Fundação não tem conhecimento e hombridade de lutar pela gente. Já tenho 28 anos fazendo isso”, disse o servidor da Secretaria de Manutenção Manoel Santana, de 57 anos, ao Bahia Notícias.

 

Procurada pelo BN, a prefeitura informou que “a Fundação Gregório de Mattos (FGM) está aplicando R$ 53 mil no pagamento de quem trabalhou no evento, que são colaboradores lotados em diversos órgãos municipais”. Ainda de acordo com o Executivo municipal, houve uma elevação do valor pago por pessoa de R$ 200 para R$ 300, em média. O montante será quitado no contracheque, junto com o salário, como aconteceu também nos últimos anos.  

 

“A FGM está dialogando internamente com todos os envolvidos na operação, de forma aberta e transparente. Além do valor do pagamento, a prefeitura também disponibilizou o material citado pelo repórter para os trabalhadores”, diz em nota.

 

Conforme os trabalhadores, a quantia ainda demora até três meses para ser paga. Para Manoel, o ideal seria subir para R$ 400. “Seria muito bom”, contou. Além dos R$ 200, a prefeitura concede calça, camisa, calçado e chapéu para os “ajudantes”.