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BaianaSystem tem músicas repaginadas pela Osba em 'concerto da independência'

Por Lucas Arraz

BaianaSystem tem músicas repaginadas pela Osba em 'concerto da independência'
Foto: Lucas Arraz / Bahia Notícias

As músicas de “O Futuro Não Demora”, terceiro álbum de estúdio do BaianaSystem, ganharam novas camadas ainda mais sinfônicas nesta terça-feira (2). A banda baiana se apresentou ao lado da Orquestra Sinfônica da Bahia (Osba) na Concha Acústica, em show inédito intitulado “Concerto da Independência”. 

A apresentação foi inspirada na comemoração da maior festa cívica do estado, que celebra a Independência do Brasil na Bahia nesta data e praticamente lotou a Concha. 

O show começou com interação tímida entre BaianaSystem e Osba. Números instrumentais se intercalaram a músicas dos dois primeiros discos da banda. O vocalista Russo Passapusso iniciou sua participação na apresentação com o bordão cantarolado “demorou, mas chegou”; entoado entre versos de “Lucro”.

Quando a apresentação alcançou as faixas de  “O Futuro Não Demora”, a história mudou e a harmonia entre os dois grupos cresceu. A Osba repensou e repaginou as canções “Água” e “Fogo”, que já possuem forte carga sinfônica. “Fogo”, por exemplo, ganhou um solo com ênfase na fileira das madeiras e dos metais. No disco da BaianaSystem, as duas músicas contam com a participação da Orquestra Afrosinfônica.

Animando o público presente, o momento que mais marcou a noite foi a sequência das faixas “CertopeloCertoh” com participação de Vandal, “Jah Jah Revolta” e “Capim Guiné”. 

A tradicional máscara da BaianaSystem chegou a ser usada pelos cerca de 50 músicos da Osba que emergiram nas faixas mais agitadas e transformaram o palco da Concha em uma apresentação do Navio Pirata, encorpada com múltiplos instrumentos e até mesmo com uma pequena roda de dança na plateia. 

A apresentação de “Sulamericano” foi outro ponto alto da noite. O acompanhamento sinfônico ficou completo com coro  inflamado do público que cantou a faixa com Russo. 

O cantor respeitou a regência do maestro Carlos Prazeres e trocou as tradicionais interrupções para discursos por momentos em que acompanhou a Osba sentado. 

Quando falou, Russo protestou contra a construção da Ponte de Itaparica durante uma segunda apresentação de “Lucro” no show. Além disso, fez um discreto “L” em deferência aos gritos de “Lula Livre” da plateia e apontou para um manifestante no público que carregava consigo uma faixa escrito “Moro na Cadeia”. A interação ocorreu  durante as repetições dos versos “justiça é cega” que marcam a faixa “Sulamericano”.

O vocalista discursou mesmo quando parou para agradecer a parceria com a Osba. Russo saudou todos os instrumentistas que se apresentaram com ele. “Quero destacar a importância da alma musical. Agradeço por aprender com os músicos o valor da música, da educação musical, da alma musical. Aprendo a segurar um instrumento com orgulho”, falou.