Fabíola acusa 'revanchismo' em bloqueios na Educação, mas também critica cortes de Rui
Por Rodrigo Daniel Silva / Ailma Teixeira
Presente no protesto contra o bloqueio de verbas para as universidades federais, que acontece no Campo Grande, na manhã desta quinta-feira (30), a deputada estadual Fabíola Mansur (PSB) também acompanha a situação das universidades estaduais. Com os professores há quase dois meses em greve, o governador Rui Costa (PT) cortou os salários, o que gerou comparações entre ele o presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL).
Para Fabíola, no entanto, as situações são diferentes. "Aqui está tendo o diálogo mediado pela comissão, houve avanços que eles [professores] consideram poucos e a prerrogativa do governador, que eu não concordo. Mas é uma coisa que a gente precisa estar discutindo pelo retorno das atividades", afirmou a deputada.
Em sua avaliação, a Bahia vive uma "crise de financiamento por restrição orçamentária". Já o governo federal tomou uma medida ideológica, "num revanchismo". "São cortes ideológicos, não são baseados em nenhum tipo de estudo, tanto que começaram seletivamente cortando a Ufba, a UNB e a Universidade Fluminense", lembra.
Antes de anunciar o bloqueio de R$ 5,8 bilhões das verbas para as universidades e institutos federais, o ministro da Educação, Abraham Weintraub, anunciou cortes nessas três universidades, acrescentando que as instituições afetadas seriam aquelas que promovem balbúrdia (saiba mais aqui).
