Pesquisadores criam rede de monitoramento da violência na Bahia e mais 4 estados
Foto: Reprodução / Bahia no Ar

A fim de monitorar os índices de violência, pesquisadores de cinco estados brasileiros se reuniram para criar a Rede de Observatórios da Segurança. O projeto, que visa ser uma fonte alternativa ao governo, vai acompanhar os registros de São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Ceará e Bahia.

 

Segundo informações da Folha de S. Paulo, o projeto nasceu dentro do Centro de Estudos da Violência (Cesec) da Universidade Cândido Mendes. O grupo acompanhou a atuação das Forças Armadas no período de intervenção federal no Rio, em 2018.

 

Além dos dados oficiais, eles vão coletar, acompanhar e analisar 16 indicadores a partir do próximo sábado (1°). Alguns exemplos são feminicídio, racismo, agressões contra pessoas LGBTQ+, intolerância religiosa e linchamentos. A metodologia vai considerar ainda dados de ataques de facções criminosas, chacinas, tiroteios, abusos cometidos por e contra agentes públicos, corrupção policial, operações, fugas, rebeliões e mortes nos sistemas penitenciários.

 

"Queremos entender as dinâmicas locais. Não só pegar os números, mas entender por que está aumentando feminicídio ou mortes por policiais na Bahia, por exemplo. Por isso a rede de pessoas que acompanham cada um desses lugares", explicou a coordenadora do Cesec, Silvia Ramos, no lançamento do projeto no Museu Histórico Nacional do Rio.

 

No caso das informações não-oficiais, eles vão fazer a coleta por meio de publicações na imprensa, assim como já é feito por outras plataformas.

 

O Cesec fará o trabalho com apoio do Núcleo de Estudos da Violência da USP (São Paulo), do Laboratório de Estudos da Violência da UFCE (Ceará) e do Gabinete de Assessoria Jurídica às Organizações Populares (Pernambuco). No caso da Bahia, o grupo Iniciativa Negra vai compor a pesquisa.

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