Olívia diz que chamar ditadura de 'movimento' 'deseduca' a população e 'aumenta dor'
Por Lucas Arraz / Jade Coelho
O tratamento do marco inicial para a ditadura militar, em 31 de março de 1964, como um “movimento”, pela prefeitura de Salvador (leia aqui), foi avaliado pela deputada estadual Olívia Santana (PCdoB) como uma ação que "deseduca" a população e que "aumenta a dor de famílias".
"Quando um gestor público eleito na democracia, porque o prefeito de Salvador [ACM Neto] foi eleito porque tem o regime democrático que o elegeu, se ele se refere ao golpe militar que subtraiu a democracia, que caçou mandatos, momento onde tinha prefeitos biônicos, governadores biônico. Se se refere a essa fase da história como movimento, imagina o que isso significa para as famílias dos mortos e desaparecidos na ditadura?", questionou Olívia.
A parlamentar fez uma comparação com o holocausto, sofrido por judeus na Alemanha: "imagine se a Alemanha hoje, depois de todo horror que houve contra os judeus com o holocausto, se referisse aquele momento como um movimento político?".
Olívia Santana ainda fez um alerta. "Não se pode fazer esse grau de distorção da história, porque isso significa um descompromisso com a democracia", disse Olívia que considerou "lamentável" a nomenclatura utilizada pela gestão municipal no edital do concurso para professor da rede municipal.
