Embaixadora do Brasil na ONU protagoniza bate-boca com Jean Wyllys; veja vídeo
Foto: Reprodução / Facebook

O ex-deputado federal Jean Wyllys se envolveu em uma discussão com a embaixadora do Brasil na Organização das Nações Unidas (ONU) Maria Nazareth Farani Azevedo, durante um debate sobre o populismo no mundo, nesta sexta-feira (15), em Genebra, na Suiça.

 

A discussão protagonizada por Jean e Maria Nazareth foi motivada por uma fala em que o ex-deputado alertou para uma suposta relação entre o crime organizado e o governo brasileiro, Na ocasião, Jean Wyllys ainda citou o o assassinato da vereadora do Rio de Janeiro Marielle Franco.

 

"Novos autoritarismos, como o do Brasil, continuam elegendo inimigos internos da nação por meio da difamação e constituindo grupos para culpá-los pelos problemas econômicos", disse Jean em um momento. "A diferença é que agora estão articulados com as novas tecnologias da informação. Articulam com organizações criminosas que se infiltram no estado, e tem um fundo religioso e moralista muito mais acentuado", completou o ex-deputado que renunciou ao mandato alegando sofrer ameaças de morte.

 

Segundo o jornalista Jamil Chade,  Maria Nazareth não estava presente no ambiente quando o ex-parlamentar realizou o discurso. Mas se fez presente nesta sexta e pediu a palavra durante o debate.

 

Quando a mediadora deu a palavra para a embaixadora, ela saiu em defesa do presidente do Brasil, Jair Bolsonaro. "Bolsonaro não abandonou o Brasil, mesmo depois de ter levado uma tentativa real de tirar sua vida", disparou Maria Nazareth.

 

"[Bolsonaro] não é um criminoso e seu governo não é uma organização criminosa", afirmou a embaixadora, que ainda esclareceu que o presidente do Brasil "não é racista, fascista ou autoritário".

 

No discurso Maria Nazareth ressaltou ainda que o governo Bolsonaro prometia defender os direitos humanos. Neste momento, segundo Chade, a sala composta por ONGs e ativistas começou a rir.

 

A embaixadora disse também se tratar de fake news dizer que homossexuais estão sendo perseguidos e afirmou que existe uma preocupação do governo com essas pessoas. "Eles não estão sendo discriminados", garantiu.

 

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