Pimentel disse desconhecer agressão de PM e justificou presença de acusado na Semtel
Por Guilherme Ferreira / Lucas Arraz
Em depoimento na Câmara Municipal de Salvador (CMS) nesta quarta-feira (13), o secretário Alberto Pimentel (PSL) admitiu que autorizou o policial militar Jorge Bruno Guimarães de Souza de atuar na estrutura da Secretaria Municipal de Trabalho, Esportes e Lazer (Semtel), sem nomeá-lo.
A permissão para o PM, que responde por um processo de agressão, levou os vereadores a convocar Alberto Pimentel para prestar esclarecimentos na CMS.
“Bruno é uma pessoa que tem qualificação técnica para assumir. Eu autorizei o policial militar, que tinha pedido essa licença, a conhecer a estrutura da diretoria. Não a despachar nada”, disse Alberto.
O titular da pasta também admitiu que Bruno Guimarães possui um processo por agressão. “Acho justo dizer que ele não agrediu mulher, mas ele tem um processo sim. Bruno não está condenado. A vítima não quis levar o processo pra frente e ele está sofrendo por um erro que cometeu no passado”, falou.
A Lei da Ficha Limpa de Salvador, aprovada pela Câmara Municipal (CMS) em 2013, impede que o Policial Militar (PM) Jorge Bruno Guimarães de Souza assuma qualquer cargo na Secretaria Municipal de Trabalho, Esportes e Lazer (Semtel), caso seja condenado (saiba mais aqui).
“O processo para mim foi uma surpresa. Eu jamais permitiria que um agressor de mulher fosse nomeado para minha gestão”, argumentou o secretário sobre o assunto. Por fim, Pimentel disse que já existe outra pessoa nomeada no lugar de Bruno Guimarães para atuar na pasta.
