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UNANIMIDADE CONTRA


   Samuel Celestino

Publicado no Jornal "A Tarde", em 26 de outubro de 1983
"O governo conseguiu o que de há muito buscava: a unanimidade contra. Foi um longo caminho. Para chegar ao Decreto-lei 2.064, o Sr. Delfim Netto testou várias fórmulas, estabeleceu políticas, inverteu-as, ironizou, esgrimiu, advertiu, ameaçou e, sobretudo, assimilou muitos conhecimentos em contatos constantes com os banqueiros internacionais, em inúmeras viagens a Nova Iorque, Paris, Londres, Tóquio e outras cidades de menor importância. Portanto, não foi assim de um momento para o outro, num passe de mágica ou em cima da perna que o robusto ministro conseguiu a proeza que tanto perseguia para o governo que representa. É errado imaginar que as imperfeições, as contradições, a matemática às avessas para calcular os salários da classe média foram conseqüência da pressa. Qual o quê... É lógico que o Planalto precisava dar uma demonstração ao Congresso e responder, incontinente, à intemperança a falta de juízo dos parlamentares, que sequer se atemorizam com as medidas de segurança e ousam derrubar o Decreto-lei 2.045. Mas a resposta, com as anotadas imperfeições embutidas no 2064, não é conseqüência da pressa; Os tecnocratas do Planejamento já haviam arquitetado tudo e como sabiam que o 2.045 iria ser sepultado, era só aguardar o momento oportuno. E para obter a unanimidade contra, justo que se diga que agiram com competência”.
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