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Ellen Oléria: 'Momento de celebrar que tanta coisa tentou nos matar e que não conseguiu'

Por Jamile Amine / Rebeca Menezes

Ellen Oléria: 'Momento de celebrar que tanta coisa tentou nos matar e que não conseguiu'
Foto: Jamile Amine / Bahia Notícias

A cantora Ellen Oléria vê o seu show nesta terça-feira (5) no Pelourinho como uma forma de celebração e reafirmação. A brasiliense fez uma participação no projeto Aya Bass, cantando uma música de Elza Soares, e às 23h se apresenta no Largo do Pelourinho ao lado de Nara Couto e Paula Lima, com o "Lindas e Pretas Carnavalizando".

 

"A Bahia é um catalisador. Falar de cultura brasileira, de música brasileira, é remontar uma cena que nos reconduz pra esse solo. Então estar aqui com artistas que eu admiro e amo, como Larissa Luz, Xênia França e Luedji Luna, como Nara Couto e Paula Lima, que eu reencontro nesse mesmo palco, pra mim é um privilégio, um momento de celebração imenso. Mesmo sendo os nossos tempos tão sombrios, narrativas tão sombrias, pra nós é um momento de celebrar que tanta coisa tentou nos matar e que não conseguiu, como disse sabiamente a poetisa Lucille Clifton", avaliou Ellen, em entrevista ao Bahia Notícias.

 

Para ela, cada show é uma oportunidade única que não pode ser desperdiçada. "Todas as vezes que a gente subir no palco e tiver o poder, a possibilidade de ecoar nossa voz, a gente vai reafirmar nossa conexão ancestral, reafirmar nossa conexão com nosso afro futuro, a forma como a gente quer conduzir nossa realidade social, física, mental e espiritual", defendeu.

 

"Eu acho que é isso, a gente está nos braços do povo, na festa do povo, do jeito que o povo quer, cantando o que o povo quer cantar, junto com o povo. Nós somos o povo, então nós podemos ser o que quisermos", concluiu.