Em rota de colisão com Câmara, Pimentel faz 'visita de cortesia' a camarote institucional
Por Rodrigo Daniel Silva / João Brandão / Fernando Duarte
O secretário de Trabalho, Esportes e Lazer (Semtel), Alberto Pimentel, fez uma “visita de cortesia” ao camarote institucional da Câmara de Vereadores de Salvador nesta segunda-feira (4). O titular da Semtel é alvo de críticas de vereadores, após atacar publicamente o presidente da Casa, Geraldo Jr., e foi convocado para comparecer ao Legislativo no próximo dia 13 (lembre aqui). O termo “visita de cortesia”, inclusive, foi o utilizado por Geraldo Jr. para falar da passagem de Pimentel pelo espaço da Câmara.
“Ele fez uma visita de cortesia à Câmara de Vereadores. Todos aqueles que representam a cidade serão bem-vindos. Hoje, por exemplo, recebi aqui toda a massa da Segurança Pública do Estado”, lembrou o presidente da Câmara, ao citar o secretário de Segurança Pública, Maurício Barbosa, e outros membros da cúpula da SSP da Bahia.
Geraldo Jr., inclusive, negou os rumores de que Pimentel teria sido barrado no camarote institucional da Câmara. Segundo ele, ao ser informado de que o secretário estava no espaço, houve o convite para que o titular da Semtel fosse para a área VIP dos vereadores.
BLOCOS AFRO
O presidente da Câmara trouxe novamente uma discussão sobre a participação dos blocos afro no Carnaval de Salvador. Na avaliação de Geraldo Jr., é preciso trazer os blocos “para desfile na área nobre no circuito do Campo Grande”. A crítica do dirigente do Legislativo é ao horário reservado para o desfile dos blocos afro durante o Carnaval.
“É inadmissível uma história cultural desses blocos desfilarem meia-noite, uma hora, duas da manhã, quando a imprensa não tem mais condições de dar cobertura”, criticou Geraldo Jr.
Mais cedo, o presidente da Saltur, Isaac Edington, também falou sobre o tema. “Quando se trata de Carnaval, tudo é viável desde que se combine, se planeje. À princípio, não vejo nenhum problema”, indicou Edington.
“Tem que entender qual o objetivo dessa ideia e ver se os blocos afro tem interesse nisso. Acho que o Carnaval tem uma peculiaridade que é essa mistura. Então quando você separa um pouco isso, acho que você segrega. Então é os blocos afro verem se é isso que eles querem e se, dentro da estrutura que está o Carnaval, pode ser feito”, completou o presidente da Saltur.
