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Arany diz que blocos que ficaram de fora do Ouro Negro 'relaxaram' em inscrição para edital

Por Francis Juliano / Rebeca Menezes

Arany diz que blocos que ficaram de fora do Ouro Negro 'relaxaram' em inscrição para edital
Foto: Adriano Cardoso / Ag. Haack / Bahia Notícias

A secretária de Cultura do Estado, Arany Santana, lamentou o fato de blocos afro importantes como Muzenza e Malê Debalê terem ficado de fora no edital Ouro Negro, que apoia as entidades de matrizes africanas durante o Carnaval de Salvador. Segundo ela, faltou organização para que cumprissem as "regras do jogo". "É algo extremamente desagradável até pra gente comentar aqui, mas são blocos que já participam do Ouro Negro há 12 anos, e já participam desse formato, desse marco regulatório, e diversos editais da Secult. O que houve, pela primeira vez nós tivemos 30 dias de inscrições. Inédito, só fazemos uma semana de inscrições. E os nossos blocos, principalmente esses que são blocos de peso, fundadores do Ouro Negro, relaxaram nesse processo de elaborar o seu projeto, fazer sua planilha, e chegar em tempo hábil nesses 30 dias pra se increver", justificou. 


"A gente lamenta muito, porque são blocos importantes, mas não foi a burocracia nossa, a burocracia eles já conhecem há muito tempo, que é o setor público que a gente lida, e que tem as regras do jogo dos editais. Então nós lamentamos e esperamos que no próximo ano eles estejam junto conosco", completou.

 

Arany disse ainda que o Bankoma, que também não foi contemplado, conseguiu sair neste Carnaval com um outro apoio. "O Bankoma é de Salvador, é da Bahia, mas também é de Lauro de Freitas. Ele teve o apoio de Lauro de Freitas que ele sempre tem. Infelizmente isso ocorreu esse ano, mas para o ano eu acho que eles aprenderam a lição", avaliou.