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Tinoco atribui atrasos no Campo Grande ao folião e destaca importância do Olodum

Por Jamile Amine / Leandro Aragão

Tinoco atribui atrasos no Campo Grande ao folião e destaca importância do Olodum
Foto: Jamile Amine / Bahia Notícias

O secretário de Cultura e Turismo da Prefeitura de Salvador, Cláudio Tinoco, explicou o motivo dos atrasos dos trios sem corda no circuito Osmar, no Campo Grande, no primeiro dia do Carnaval de Salvador, que aconteceu na última quinta-feira (28). Ele marcou presença no Pelourinho nesta sexta (1º), no segundo dia da grande festa.

 

"Na verdade, nós cumprimos bem os projetos no Campo Grande que eram os trios sem cordas. O Léo Santana praticamente entrou no Campo Grande com 20 minutos de atraso, que é totalmente aceitável em virtude exatamente da necessidade de armação do desfile e de ser o primeiro. Nosso problema maior lá é de comportamento do folião. Depois da passagem de Léo Santana e do Psirico vem os blocos de samba, que são compostos por foliões locais. Quinta-feira ainda é um dia útil, as pessoas ainda estão trabalhando. Esse deslocamento e essa arrumação do bloco muitas vezes tarda e a gente precisa ter atenção com isso. O alerta geral, os blocos de samba já demonstraram essa preocupação, em alguns anos eles já conseguiram antecipar, mas ontem não foi possível. A gente vai ficar atento à isso para poder analisar de que forma a gente corrige. Não é que a gente queira atrasar, muito pelo contrário, a gente manter no Carnaval de 2020 no horário das 19h a abertura no Campo Grande. A gente precisa dialogar com os foliões para poder compreender um pouquinho mais, mas aparentemente é muito mais uma questão de comportamento do folião do que de um trio, de um bloco ou qualquer coisa de operação", explicou em entrevista ao Bahia Notícias.

 

Tinoco ainda destacou a importância do Olodum por tudo que representa. O grupo completa 40 anos neste 2019.

 

"Nós somos uma mistura de povos de outros continentes como o europeu e o africano, além daquela população dos índios que aqui estavam. Então, essa mistura chama a atenção de muitas nações. O Olodum conseguiu sintetizar tudo isso em uma instituição que reúne projeto social, formação, preservação e, acima de tudo, a musicalidade. O Olodum tem, pelo menos, 100 músicas que contam essa história dos 40 anos e que ganharam uma repercussão muito importante quando traz a influência de uma criação de Neguinho do Samba e tantos outros como o samba-reggae. Então, essa batida diferente do Olodum influencia a música brasileira e até mesmo a música internacional que chamou atenção de celebridades como Michel Jackson e Paul Simon. É claro que o Olodum tem na sua liderança também um papel importante e esse protagonismo a gente precisa reconhecer em João Jorge. Ele é um cara que tem uma formação, que tem uma compreensão, é visionário e consegue fazer com que esse conteúdo chegue a outras nações. Então, esse ano, por exemplo, o Olodum que completa 40 anos, vai participar de um festival na China, que é um mercado muito promissor para a gente atrair para Salvador, inclusive, Eles vão levar não só a marca do Olodum, mas também Salvador e a Bahia", disse.

 

Ele ainda comentou a parceria que a prefeitura de Salvador fez com a banda possibilitando o desfile de um trio no circuito Dodô, entre a Barra e Ondina, no último dia da folia.

 

"É esse reconhecimento que a gente faz e que nesse carnaval chega também ao ponto da prefeitura apoiar para poder viabilizar que eles consigam colocar literalmente o bloco na rua. Nesse ano, o apoio da prefeitura está ajudando a fazer o Olodum Pipoca na terça-feira na Barra. E fazer com que o Olodum não só se apresente na sua origem que é aqui no Centro Histórico, o Pelourinho, mas também que ele chegue lá na Barra se apresentando para as televisões que vão transmitir o Carnaval para o mundo inteiro. É esse o papel do poder público. Essa é a intenção do prefeito ACM Neto sempre se associar em parceria com a instituição e com a marca", finalizou.