SD não reaverá espaço na gestão de Neto após ‘chapinha’; Geraldo Jr pede ‘sensibilidade’
Por Lucas Arraz
O Solidariedade (SD) pode até protestar, mas o partido de Geraldo Jr. , novo presidente da Câmara Municipal de Salvador (CMS), não irá recuperar o espaço perdido na gestão do prefeito ACM Neto (DEM). A legenda perdeu a única pasta que tinha na administração para o PSL de Jair Bolsonaro após Geraldo Jr. pedir licença da Secretaria Municipal de Trabalho, Esportes e Lazer (Semtel) para disputar a eleição na Casa Legislativa (lembre aqui).
No lugar do novo presidente da CMS, Neto nomeou Alberto Pimentel (PSL) para a vaga, sem dar novos horizontes para o SD. A ação gerou revolta do dirigente estadual da sigla, Luciano Araújo, que passou a ensaiar uma candidatura de Geraldo Jr. para a prefeitura de Salvador em 2020, fora da base, para pressionar o prefeito.
A jogada não deu certo. Aliados próximos a ACM Neto avaliam que o gestor tem justificativa política para remover o SD da gestão. Durante as eleições de 2018, o partido de Luciano Araújo abandonou o chapão proporcional do DEM e, na calada da noite, registrou uma chapa menor com PTB, PSC e PPL no Tribunal Regional Eleitoral (TRE-BA) (saiba mais aqui).
Além de irritar a base, a chapinha não deu certo. O partido não elegeu nenhum deputado na Bahia e saiu das eleições de 2018 enfraquecido no restante do Brasil. O contexto é tratado pelo grupo da prefeitura como suficientepara excluir o SD da estrutura municipal da capital.
Sobre o assunto, Geraldo Jr. disse que essa discussão ainda será travada entre Araújo e Neto. Porém, o presidente da CMS adiantou um pedido de sensibilidade a ACM Neto. “O Solidariedade sempre foi um partido de primeira hora no governo do prefeito. Eu tenho certeza que por parte dele haverá sensibilidade sobre a nossa participação na administração municipal”, disse.
