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Daniela Mercury ‘espera o melhor’ do governo Bolsonaro, mas manterá luta por direitos

Por Ian Meneses / Rebeca Menezes

Daniela Mercury ‘espera o melhor’ do governo Bolsonaro, mas manterá luta por direitos
Foto: Jailton Suzart / Ag. Haack / Bahia Notícias

Uma das principais representantes do movimento #EleNão durante as eleições 2018, Daniela Mercury trouxe nessa terça-feira (1º) um discurso mais brando, mas garantiu que vai se manter na luta pelos direitos de todos na sociedade. A cantora, principal atração do “Pôr do Som” que volta para mais uma edição do Festival Virada Salvador, disse que “espera o melhor” do novo presidente, mas que não se calará. 

 

“Eu começo esse ‘Pôr do Som’ com a Declaração dos Direitos Humanos, que completou 70 anos no ano que terminou, 30 anos da Constituição... E é essa segurança de que a gente tem cartas magnas que protegem a todos nós, indiscriminadamente. É a democracia, é o caminho que a gente escolheu, é um governo eleito e a gente tem que esperar e vai se manifestar quando for necessário. Eu, como todos os brasileiros, estou esperando o melhor. E quando alguma coisa me ferir, me incomodar, como pessoa e sociedade, eu vou continuar a fazer o que eu fiz a minha vida inteira, em todas as gestões governamentais. Não vai ser diferente”, prometeu, em entrevista coletiva. 

 

 Para Daniela, “a arte é sempre um reflexo de todo o consciente coletivo da sociedade”. “E nós trazemos essa leitura, a síntese, na arte, dos anseios e sonhos. Hoje eu vim falar do sonho do Brasil. [...] Nós chegamos aqui com os nossos sonhos. Agora nós temos sonhos novos, de cada um, sobre essa nova etapa. É um começo em que a gente não sabe ainda o que vai acontecer. Temos que esperar o governo se estabelecer em um país democrático. São gestores públicos que vão assumir o país”, avaliou.

 

“A minha arte sempre vai estar falando de nós, como povo, fortalecendo a gente, a nossa autoestima e o nosso olhar sobre nós. Nós precisamos acreditar muito mais em nós. As outras questões são partidárias. O meu projeto de vida é suprapartidário”, concluiu.