Justiça do Japão recebe novas denúncias contra ex-presidente da Nissan
A Promotoria de Justiça de Tóquio, no Japão, recebeu mais denúncias sobre supostos desvios cometidos pelo executivo franco-brasileiro Carlos Ghosn, de 64 anos. Ex-presidente da Nissan Motor, ele já teve seu pedido de prisão prorrogado por mais 10 dias e pode ser ampliado.
Segundo informações da Agência Brasil, os investigadores apuram se a empresa de gestão de ativos, com a qual Ghosn negociava, mantinha um contrato de troca de moedas com Shinsei Bank, que tem sede em Tóquio. Durante as negociações, o banco solicitou garantia adicional e pediu a Ghosn que obtivesse aprovação da diretoria da Nissan para isso. O executivo, então, teria pressionado o conselho da montadora a aprovar o plano sem revelar que isso estava relacionado ao seu comércio pessoal.
Já a defesa do executivo admite que ele mudou os direitos de negociação para a Nissan, mas sem provocar nenhum dano com isso, pois teria assumido as perdas ao longo do processo. Ghosn também nega a alegação de quebra de confiança agravada.
Além da denúncia de fraude, ele é acusado de fazer transferência de recursos de investimentos privados no valor US$ 14 milhões para uma subsidiária da montadora dirigida por um amigo na Arábia Saudita.
