Obra da Av. Gal Costa foi embargada por descarte irregular de entulho, diz secretário
Por Guilherme Ferreira
As obras na Avenida Gal Costa foram alvo de embargo da prefeitura na última semana por conta do descarte de entulho em um aterro sanitário clandestino. A informação foi confirmada pelo secretário municipal de Desenvolvimento e Urbanismo (Sedur), Sérgio Guanabara, que classificou a irregularidade cometida pelo Consórcio Transoceânico, responsável pelo serviço, como crime ambiental.
"O entulho estava sendo colocado em aterro clandestino e promovendo inclusive a destruição da mata", explicou Guanabara em entrevista ao Bahia Notícias nesta segunda-feira (3). Mais cedo, o governador Rui Costa havia criticado a administração municipal por conta do embargo e pediu que ela não atrapalhasse o governo (veja mais).
"O Estado estava promovendo crime ambiental e protegendo a prática de crime ambiental", ressaltou o secretário, explicando que o descarte irregular representava o descumprimento de uma cláusula do alvará da obra. O aterro sanitário onde o entulho era jogado fica localizado no bairro de Sete de Abril. Para retomar o serviço na Avenida Gal Costa, o governo precisa agora protocolar um pedido na Sedur e a responsável pela obra deve passar a fazer o descarte em local licenciado pela prefeitura.
POLICLÍNICA DE ESCADA
Rui também criticou nesta segunda não liberação do alvará para construção da policlínica de Escada. Segundo Guanabara, o documento já foi entregue ao governo. "O processo estava deferido desde 11 de outubro. A Sedur estava aguardando unicamente que a Conder liquidasse o pagamento do alvará e isso só aconteceu no dia 23 de novembro", explicou o secretário.
