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Marcos Mendes compara eleição a BA-VI: 'Faz com que percamos uma consciência crítica'

Por Ailma Teixeira

Marcos Mendes compara eleição a BA-VI: 'Faz com que percamos uma consciência crítica'
Foto: Paulo Victor Nadal / Bahia Notícias

Terceiro colocado na eleição para o governo do Estado, mas apenas com 0,66% dos votos válidos, Marcos Mendes (PSOL) acredita que o "processo de polarização" se acirrou muito na reta final da eleição. Ele usa esse argumento para comentar o resultado da apuração, que teve o governador Rui Costa (PT) reeleito com 75,50% dos votos e seu principal opositor, Zé Ronaldo (DEM), com 22,26%. Os demais candidatos não chegaram nem a 1% dos votos válidos.

 

"É o processo eleitoral como se fosse um BAxVi. Faz com que nós percamos a possibilidade de ter uma consciência mais crítica. Eu vi muita gente elogiando a campanha do PSOL, mas isso acaba não se refletindo nas urnas e isso deixa a gente muito triste", lamentou o candidato, que será empossado vereador de Salvador — ele é suplente de Hilton Coelho (PSOL), eleito deputado estadual (veja aqui).

 

Quanto à situação no âmbito nacional, Mendes disse que o partido foi surpreendido negativamente. Seu candidato, Guilherme Boulos, teve apenas 0,58% dos votos válidos e a eleição será definida no segundo turno entre Fernando Haddad (29,28%), do PT, e Jair Bolsonaro (46,03%), do PSL.

 

"A gente ficou extremamente surpreso e apreensivo. A gente sabia que uma onda reacionária e conservadora crescia no Brasil, mas não sabíamos que estava tão grande. Nos deixou muito tristes com o resultado, um candidato fascista, homofóbico, machista...", criticou em referência a Bolsonaro, acrescentando que sua posição não é um apoio ao PT, é um contraponto ao fascismo no Brasil.

 

Mendes ressalta que o assunto ainda não foi discutido com o PSOL baiano para que definam uma posição conjunta, mas que ele, neste contexto, vai apoiar a candidatura de Haddad. Ainda ontem, Boulos também confirmou que vai apoiar a chapa petista.