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Conheça o que os postulantes ao governo da Bahia defendem para combater à corrupção

Conheça o que os postulantes ao governo da Bahia defendem para combater à corrupção
Foto: Reprodução / Cleofas

O Bahia Notícias realizou uma série de entrevistas com os candidatos ao governo da Bahia para que eles pudessem apresentar as suas promessas e projetos para seis áreas consideradas de grande importância pelos leitores do site. Foram apresentadas as propostas para a Educação, Geração de Emprego, Segurança Pública, Interiorização da Bahia, Saúde e por fim Combate à Corrupção.

 

Auditorias, mais transparência, não aceitar indicações políticas para cargos estão entre as propostas daqueles que pretendem ocupar o Palácio de Ondina a partir de janeiro. Conheça o que cada um dos postulantes ao governo da Bahia defende para o combate à corrupção:

 

RUI COSTA (PT)

O candidato não concedeu entrevista ao Bahia Notícias.

 

ZÉ RONALDO (DEM)

Minha vida inteira eu fiz isso. Sou um homem que tenho raiva da corrupção, tenho raiva de quem pega dinheiro público. A minha vida inteira eu combati isso e como governador pode ter certeza que vou combater isso com todas as forças, com toda determinação. Sempre foi uma bandeira principal da minha vida e continuará sendo.

 

CÉLIA SACRAMENTO (REDE)

Vamos auditar as contas. A partir do momento que nós fizermos toda a auditoria nas contas, nós vamos mostrar para população que nós arrecadamos tanto e quanto vamos aplicar. O Brasil todo, todos os estados e municípios dizem 'olha a Bahia e Brasil bateu recorde na arrecadação com toda a crise, com toda a crise no mercado nacional, no desemprego, todo caos'. Veja como foi a arrecadação tributária desse governo temeroso que está aí, absurda. Aumentou a arrecadação tributária, quer dizer, somos nós, os consumidores, que estamos pagando o preço de toda a crise.

 

Então nós vamos dizer, 'Olha o estado arrecadou tanto', e vamos fazer auditoria e apresentar aonde é que nós vamos passar a gastar. Então vamos mostrar que o valor arrecadado nos últimos tempos foi aplicado nisso, nisso e nisso. Nós vamos fazer diferente, nós vamos cuidar das pessoas, os recursos vão ser para viabilizar a melhoria na saúde, educação, segurança pública, e a geração de emprego e renda. Então controle, transparência, prestação de contas, vai ser o nosso modelo de gestão.

 

JOÃO HENRIQUE (PRTB)

Primeiro lugar não aceitar indicações políticas para o secretariado e nem para cargos. Você veja que eu tô com dois partidos, porque o Prona não existe legalmente, ele perdeu o prazo de reabilitar o registro legal. Então não vou sofrer pressão política do Prona. Na proporcional os que estão coligados com a gente, que é o PSL, o PHS, e o PPS, não vão me fazer pressão, até porque eles estão cheios de cargo no governo de ACM Neto. E eu não vou aceitar pressão.

 

A minha primeira gestão, infelizmente eu assumi a cidade em um momento em que a cultura política dominante era a da governabilidade sustentada fisiologicamente pela indicação de cargos em secretarias. Isso destrói qualquer governo, então eu aprendi. A experiência traz pra gente a maturidade, a sabedoria.

 

JOÃO SANTANA (MDB)

Só tem uma forma, eu tentar impor o meu caráter e a minha estrutura administrativa. Não tem outra forma. Nós temos instrumentos demasiados para o combate a corrupção, não faltam leis no Brasil, o que falta apenas é a aplicação delas.

 

Então como eu sou uma pessoa de bom caráter. Eu fui criado para ser trabalhador e honesto, eu não tenho vergonha de ser honesto. Eu vou ter que aplicar todo esse código ético que envolve a moral cultural nossa, eu vou aplicar tudo isso positivamente para evitar de qualquer forma a corrupção.

 

Eu lhe garanto uma coisa: ao primeiro sinal, a primeira área que se corromper vai servir de exemplo. Os chineses dizem que uma coisa negativa repetida um milhão de vezes se torna positiva, eu não preciso de um milhão de vezes não. Eu paguei milhões, fui presidente da Embasa e quem assinava os cheques era eu, por que ninguém nunca me ofereceu nada? Porque esse estímulo negativo jamais abalou meu caráter. Então eu vou impor o meu caráter à minha administração. É a única coisa que eu posso garantir.

 

MARCOS MENDES (PSOL)

A gente precisa ter os conselhos populares. Não dá pra o governo chegar e investigar isso aqui. Todas as empresas que licitam, todos os órgãos do estado tem que ter um conselho popular. Eu acho que são as pessoas que têm que investigar. Que seja na educação, na saúde, na segurança pública. A gente quer um modelo de segurança que a polícia seja cidadã sobre um controle social com sistema de corregedoria forte pra isso. Tem quer ser formado, tem que ter outra formação porque a formação da polícia vem de acordo com a época da ditadural que entende as pessoas como inimigas, então tem que ter um controle popular.

 

Corrupção não é um mal em si, é o modelo de fazer política. Ou seja, esses acordos espúrios, financiamentos privados de campanha que, então, incentiva esses esquemas de corrupção. Como o PSOL não faz essas alianças, não recebe esse dinheiro sujo, é por isso que a gente tem pouquinho dinheiro, só tem 13 segundos de televisão porque não faz aliança pra comprar tempo de televisão pra fazer os acordos. A gente tem independência e autonomia pra montar os conselhos populares porque eu acho que as pessoas vão ser importantes nessa fiscalização.

 

 

ORLANDO ANDRADE (PCO)

Não tem não. Não temos nenhuma proposta de combate a corrupção. Eu acho que combater a corrupção, a maior que existe no Brasil e no mundo, é a especulação financeira, em que mais da metade do dinheiro do estado e da federação vai para os bancos e multinacionais.