Conheça as propostas dos candidatos ao governo da Bahia para a Educação
O Bahia Notícias realizou uma série de entrevistas com os candidatos ao governo da Bahia em que eles puderam falar e explicar suas propostas para seis temas: Educação, Geração de Emprego, Segurança Pública, Interiorização da Bahia, Saúde e Combate à Corrupção.
Na área da educação, estão entre as propostas dos postulantes ao Palácio de Ondina a implementação de novos cursos e escola técnicas, investimento em infraestrutura das unidades de ensino estaduais, a valorização dos profissionais da educação e também maior aplicação de recursos nas universidades estaduais. Confira o que propõe cada um dos candidatos:
RUI COSTA (PT)
O candidato não concedeu entrevista ao Bahia Notícias.
CÉLIA SACRAMENTO (REDE)
Educação em tempo integral, a nossa ideia é levar avante um projeto de sucesso que já existiu aqui na Bahia, através de Anísio Teixeira, foi copiado por Brizola, e que foi também para Brasília, educação em modo integral no modelo Escola Parque. Agora, não adianta fazer um projeto pedagógico desse tamanho e envergadura sem cuidar do professor, então a valorização total do professor e, principalmente, a inclusão de uma assistente social em cada escola, além é claro de um psicólogo para ajudar.
Nós vamos trabalhar educação em tempo integral, dando para o aluno recursos tecnológicos. Não dá pra fazer de conta, uma coisa é pegar uma escola no subúrbio, colocar recursos tecnológicos, outra coisa é o que nós vamos fazer, envolver, fazer parcerias, para que todas as escolas estejam estruturadas, esse é o nosso projeto. Nesse sentido, estamos falando de educação em nível médio, que é o papel e responsabilidade de estado, mas nós temos as universidades, e temos que ampliar as universidades, eu sou professora universitária, é estarrecedor ver o total descaso do governo estadual com a saída dos recursos, nós vamos ampliar o orçamento e dar toda condição e autonomia para a universidade viabilizar ciência, a pesquisa e a extensão, ciência e tecnologia é uma das chaves propulsoras para alavancar o crescimento e desenvolvimento da nossa Bahia através da educação.
JOÃO HENRIQUE (PRTB)
Tem um movimento nacional chamado Todos pela Educação (TPE), esse programa tem 20 metas e aqui na Bahia pouquíssimas foram atingidas, temos que cumprir as 20, mas eu destacaria as metas de 15 a 20, a meta 7 que é o Ideb, a meta 8 que é a Escola para Jovens e Adultos (EJA). Como prefeito de Salvador atuei muito nas metas, então eu destacaria os número 7 e 8, que é o Ideb e o EJA, e da meta 15 a 19 que é a valorização do professor, o respeito, o salário, a valorização das condições de trabalho, formação e capacitação. Quanto a meta 20, eu vou precisar da ajuda do presidente da República, porque diz respeito mais ao governo federal do que ao governo estadual, ela diz o seguinte 'Ampliar o investimento público na educação pública de forma a atingir no mínimo 7% do PIB do Brasil, ano da vigência da lei, e no mínimo 10% do PIB no final de 10 anos'.
Esse país só vai mudar de verdade com investimento de longo prazo em educação. Tudo que a gente fizer em saúde, segurança, economia, emprego e renda, tudo isso, pode ter lá um efeito claro, mas só efeito mesmo de tirar o Brasil de uma potência envergonhada e medíocre, com desemprego de 15 milhões de pessoas. Isso tudo não estaria acontecendo se a gente tivesse há 50 anos atrás investido em 20 metas na educação pública.
JOÃO SANTANA (MDB)
Primeiro a luta contra o analfabetismo. A Bahia talvez seja o único estado em que alguém inventou o programa Todos pela Alfabetização (Topa), não reduziu e aumentou o analfabetismo. O segundo ponto é o foco na redução da evasão escolar, que é uma das coisas que dá prejuízo ao estudante e um enorme prejuízo ao governo, porque tudo que é feito em uma escola é feito com base em uma quantidade de alunos. Em terceiro, vamos transformar as escolas de ensino médio em técnico. Hoje é uma tristeza, chego em uma formatura e eu fico com pena, porque se pergunta formaram em que? Formaram em nada. Então vamos implementar escolas técnicas, para isso, iremos treinar professores especializados nas áreas, escolher as escolas de cada capital regional, em seguida implementar nessas escolas os equipamentos e as coisas todas que são necessárias, porque o ensino técnico em todas as áreas depende muito de prática.
O objetivo, com isso, é não só para permitir que o aluno siga para uma universidade, mas ao mesmo tempo que tenha uma profissão pra se sustentar. Sobretudo, para evitar o desemprego. Porque por mais desemprego que exista, existe uma boa camada de emprego sem ser ocupados por falta de pessoas capacitadas profissionalmente.
Eu também pretendo prestigiar enormemente o professor das primeiras letras, do primário. Para isso eu vou ouvir os professores, para mim são eles que fazem a educação.
MARCOS MENDES (PSOL)
Nós do PSOL, nacionalmente, entendemos que não se faz transformação de estado, de um país, sem investir pesado em educação pública de qualidade. Então, a gente quer multiplicar as escolas. Multiplicar só, não, fazer todo um processo de reestruturação dessas escolas. Você vai lá e tem escolas que bate um sol castigante e você não tem nenhum sistema de climatização, você não tem papel higiênico, nada. Então, a gente quer transformar essas escolas em escola de primeira linha, digna dos alunos. Principalmente os alunos de bairros populares. Eu que fui de um bairro popular, nasci e me criei na Liberdade, sei o que é isso.
O segundo ponto é a valorização dos profissionais da área de educação. Você pode dar aumento com responsabilidade. Nós fizemos um estudo com nossa equipe de orçamento.
Nós queremos, depois de quatro anos aqui, ter a melhor educação pública do país e com os melhores salários, acima do piso salarial do país, porque eu entendo que você faz qualquer processo de transformação através da educação pública de qualidade.
Uma outra coisa é a educação no campo. Os movimentos sociais lutaram e pressionaram o MEC e o governo federal e agora tem dinheiro específico para escola do campo. Oitocentas foram fechadas até o mês passado e eu analisei que Rui Costa não havia repassado esse dinheiro para desenvolver a educação no campo. Então, é outro incentivo que nós queremos fazer, pois eu acho que o campo tem uma importância grande.
Quanto às universidades estaduais, as Uebas, nossa proposta, vai estar diretamente ligada com os profissionais da educação das Uebas por dizer o seguinte: 7% da receita líquida de impostos para as universidades estaduais e 1% para manutenção do aluno nas universidades. Muitos alunos pobres entram, mas não conseguem se manter. Então, é uma proposta para que a gente possa ter uma educação pública de qualidade, tanto no ensino médio quanto no ensino também superior.
ORLANDO ANDRADE (PCO)
A gente é a favor da federalização da educação básica. Nós entendemos que os municípios não dão conta e que a situação é precária. A gente também não vai criar propostas demagógicas sabendo que aprovaram no Congresso uma PEC da morte que congela por 20 anos os investimentos em saúde, educação e segurança.
ZÉ RONALDO (DEM)
Primeiro respeitar a todos que trabalham na educação, como eu sempre fiz, deixar as escolas em ótimas condições de funcionamento, coisa que hoje não acontece, há uma falta de atenção muito grande nas escolas, na rede física das escolas do estado. Vou dar um total apoio nessa questão de materiais que são usados nas escolas.
Há uma ideia nossa, está até no programa de governo, de fazer da Secretaria de Educação uma secretaria muito forte, com estrutura grande, dinâmica, operosa em cima do ensino básico.
Também acreditamos que o ensino superior a gente possa tratar através da Secretaria de Ciência e Tecnologia, dando muita força para as nossas universidades estaduais, que passam por uma crise violentíssima, maior crise da história das universidades estaduais da Bahia.
A questão da nova escola média, o ensino médio profissional, eu acho que deve ser feito, e com muita determinação, é preciso fazer com qualidade.
Defendemos um bônus remuneratório aos professores com base nos resultados de cada aluno na sala, quanto mais melhorar o ensino, quanto mais o estado evolui dentro dessa área. A gente tem que mostrar que tem a capacidade de dar ao alunado da Bahia as condições melhores de aprendizado.
