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Depois de criticar 13º salário, Mourão diz que vai ficar em ‘silêncio obsequioso’

Depois de criticar 13º salário, Mourão diz que vai ficar em ‘silêncio obsequioso’
Foto: Marcelo Andrade/ Gazeta do Povo

Após criar polêmica ao chamar o 13º salário e o adicional de férias de “jabuticaba”, ou seja, só existem no Brasil, o vice do candidato Jair Bolsonaro, general Hamilton Mourão (PRTB), afirmou na quinta-feira (27) que vai se impor um “silêncio obsequioso”.

 

Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, ele disse que não defendeu o fim do 13º salário. "Vou ficar igual ao frei Leonardo Boff. Vou ficar em silêncio obsequioso. É uma boa linha de ação", disse ele, que no fim de semana pretende visitar o presidenciável Jair Bolsonaro (PSL).

 

Após a repercussão negativa da declaração de Mourão, o próprio Bolsonaro contestou a fala e disse que só quem desconhece a Constituição pode dar uma declaração como essa.

 

Mourão afirmou que "não se sentiu desautorizado" "nem constrangido" e que não pensou em se afastar da campanha. "Estamos em combate e, quando a gente está em combate, ocorrem estas coisas." 

 

“Não falei o que estão dizendo que eu falei. Falei dentro de um contexto de gerenciamento", disse. Segundo ele, foi "um alerta sobre o custo extra para os empresários e os próprios governos, de um planejamento gerencial necessário para que o 13º salário seja pago". "Trata-se de um custo social, que faz parte do chamado custo Brasil", disse.