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Ministro da Defesa prevê mais mortes até fim da intervenção no Rio de Janeiro

Ministro da Defesa prevê mais mortes até fim da intervenção no Rio de Janeiro
Foto: Antônio Cruz / Agência Brasil

Para o ministro da Defesa, Joaquim Silva e Luna, a fase final da intervenção federal no Rio de Janeiro será marcada por mais mortes. Isso vai refletir o aumento no número de confrontos entre grupos criminosos rivais, mas também uma atuação mais ostensiva da polícia. O decreto que colocou o Exército no comando da segurança do Estado chega ao fim no dia 31 de dezembro.

 

"[Enfrentamentos entre grupos rivais] tendem a se intensificar e gerar mais mortes. Isso não é uma profecia. É uma conclusão", frisou Silva e Luna em entrevista ao jornal O Globo. "Ao se defrontar com o criminoso, a tendência da polícia, por falta de meios, era se omitir. Agora, ela está disposta a enfrentar. Isso aí pode aumentar a letalidade. A ação da polícia não é matar. Ela vai para tentar prender. Do enfrentamento pode surgir a morte", explicou.

 

Diante da morte de três militares em ação no Complexo do Alemão, na capital, na última segunda-feira (20), o general diz acreditar que não haverá vingança por parte da polícia. De acordo com a publicação, esse tipo de "contraofensiva" é comum no Estado. "Uma forma que as Forças Armadas usam até como método é trocar a tropa empregada ali. Tira aquela tropa e coloca outra. Troca o efetivo, troca o comandante da operação. Se nos deixarmos dominar por isso, a missão acaba", ressaltou.

 

Por outro lado, ao comentar a decisão judicial que libertou cinco jovens presos na mesma operação por considerar que não havia motivo para as prisões, o ministro afirmou que o criminoso "se sente reforçado e volta como herói". "O sentimento que passa é de impunidade. Mas do outro lado está a Justiça, que fez sua avaliação e considerou que não era o caso de se criminalizar. A primeira percepção que passa é que estamos tirando com uma mão e colocando com outra. Ele se sente reforçado, se é que tem alguma culpa", sustentou.

 

Ao longo da entrevista, Silva e Luna ainda comentou o caso da vereadora Marielle Franco (PSOL), executada em março deste ano no Rio. De acordo com ele, a equipe trabalha para que o caso seja solucionado até o fim da intervenção.