Marcos Mendes sobre ‘metralhadora’ contra oponentes: ‘Não pode deixar ninguém de fora’
Por João Brandão / Bruno Luiz
O candidato ao governo do Estado pelo PSOL, Marcos Mendes, apresentou um rosário de críticas contra os demais candidatos ao Palácio de Ondina. Com seu costumeiro estilo “metralhadora giratória sempre ligada”, o socialista não deixou ninguém incólume em entrevista ao Bahia Notícias. Sobrou para todo mundo.
Em relação a João Santana (MDB), criticou o fato de ele fazer parte do mesmo partido do presidente Michel Temer. “Fico muito chateado que existem pessoas governando aqui há quase 50 anos, mas votaram em teto de gastos e dizem que vão resolver o problema da saúde, da educação, da segurança. Isso é hipocrisia”, afirmou, logo após o debate da rádio Sociedade, realizado nesta quarta-feira (22).
Questionado sobre os petardos, ele negou que faça ataques. Usou eufemismo. Disse que apenas “critica”. “A gente não pode deixar ninguém de fora”, disse.
Sobre Célia Sacramento (Rede), criticou o fato de ela ter sido vice-prefeita de ACM Neto (DEM) na primeira gestão dele. “Precisamos ter respeito, ela é uma mulher negra, mas teve uma aliança equivocada com ACM Neto, que é do DEM, que entrou com uma Adin contra as cotas”, disparou.
Já João Henrique, acusado durante o debate de atos de corrupção na prefeitura de Salvador, voltou a ser alvo de Marcos Mendes. “João Henrique, considerado o pior prefeito do Brasil, conseguiu piorar. Defende um machista, homofóbico, que defende a tortura”, acusou o candidato, sobre a aliança do ex-prefeito com o partido de Jair Bolsonaro.
Em relação a Zé Ronaldo, afirmou que o candidato fez gestões “autoritárias” enquanto prefeito de Feira de Santana por quatro vezes. “É um péssimo gestor, totalmente autoritário. Vive na política do toma lá, dá cá. Faz política do cimento. O partido dele votou pra salvar Temer”, disse.
Por fim, criticou o governador Rui Costa, candidato à reeleição, por não ter comparecido ao debate. “A gente fica decepcionado. Existem equívocos profundos na saúde, educação, nas políticas sociais, principalmente no campo. Ele corre pra fazer regulação fundiária para o agronegócio”, acusou.
