Festival gratuito, Salvador Jazz reuniu oito mil pessoas neste fim de semana
O Salvador Jazz 2018, quarta edição do projeto realizado pela Prefeitura, por meio da Saltur, se firmou no calendário de eventos da cidade ao reunir, na noite deste sábado (04), oito mil pessoas no Rio Vermelho. Ao todo, cinco bandas do cenário da música instrumental passaram pelo Largo da Mariquita, quatro soteropolitanas.
Passaram pelo palco do projeto os grupos Saravá Jazz Bahia, Pirombeira, Rumpilezzinho e Bexiga 70. Para o presidente da Saltur, Isaac Edington, o Festival de Jazz faz parte da diversidade do calendário de eventos da cidade: "Fazemos os festivais de Reggae, Hip Hop, entre outros ao longo do ano. A ideia é essa diversificar nosso calendário, mostrando nossos talentos e trazendo nomes nacionais. Somos fortes na música instrumental e vimos no Rio Vermelho belíssimas apresentações com misturas inusitadas e especiais".
Disposta a acompanhar a festa até o fim, a aposentada Elizabeth Wenceslau, 93, considerou importante a repetição da iniciativa do Salvador Jazz, “principalmente pela possibilidade de curtir música de qualidade bem pertinho de casa”. “Sou apaixonada por música instrumental. Na infância, o jazz era algo comum na casa de meus pais e por isso amo tanto. Quero ficar até o final do show”, garantiu Elizabeth.
No intervalo das apresentações do palco principal, a banda Som Soteropolitano Ambulante (SSA) promoveu um arrastão musical no entorno do largo, com sete músicos (dois trompetistas, dois percussionistas, tuba, sax e trombone), fazendo o público dançar ao som de clássicos do jazz, além de um repertório repleto de canções populares da Bahia e do Brasil.
Presente nas edições anteriores do festival, o grupo fez apresentações de cerca de 15 minutos, enquanto a próxima atração se prepara no palco. “Seguimos a tradição das bandas de rua de Nova Orleans, e gostamos desse contato com o público. Por isso, somos sempre recompensados com uma resposta muito gostosa das pessoas”, destacou o trombonista Tiago Valois.
