Quarta, 18 de Julho de 2018 - 00:00

Célia admite aliança apenas 'pragmática' com o Patriota: 'Nós não temos nada a ver'

por Guilherme Ferreira

Célia admite aliança apenas 'pragmática' com o Patriota: 'Nós não temos nada a ver'
Foto: Divulgação

A pré-candidata ao governo do estado pela Rede, Célia Sacramento, admite a possibilidade de firmar uma aliança puramente "pragmática" com o Patriota (antigo PEN) visando a eleição deste ano. Ela reconhece que defende bandeiras muito distintas, mas que a aproximação é importante por conta do tempo de televisão e para viabilizar a participação nos debates.

 

"Ideologicamente nós não temos nada a ver com o Patriota. É uma aliança pragmática", declarou Célia em entrevista ao Bahia Notícias nesta terça-feira (17). A candidatura dela deve ser confirmada em convenção estadual da Rede marcada para o próximo dia 28 e por enquanto o Patriota é o único aliado encaminhado para a campanha. "Está bem avançado. É a melhor de todas as possibilidades", declarou a pré-candidata.

 

A nível nacional, o Patriota chegou a tentar viabilizar a candidatura de Jair Bolsonaro (PSL-RJ) pelo partido. No entanto, o deputado federal optou por se filiar ao PSL. Além disso, o provável aliado da Rede na Bahia defende a doutrina conservadora cristã, o porte de armas de fogo, a proibição do aborto e o livre-mercado, por exemplo. Por outro lado, Célia se identifica como "de esquerda radical".

 

No entanto, a pré-candidata ao governo pela Rede lembra que em 2012 participou de uma aliança pragmática semelhante, visando a eleição para prefeitura de Salvador. Na época, ela era filiada ao PV, e foi vice-prefeita na primeira gestão ACM Neto como resultado da união entre o seu partido e o DEM. "A aliança funcionou. Só não continuamos porque depois a direita voltou ao poder e ACM preferiu ficar com Geddel [Vieira Lima] e com [Michel] Temer", criticou Célia.

 

Apesar das divergências ideológicas, ela avalia que a aliança de 2018 pode não representar polos tão opostos quanto em 2012. "Não digo que seria água com óleo porque nossa líder, Marina Silva, é evangélica, assim como Erivelton [Santana, presidente do Patriota na Bahia]", comentou Célia ao Bahia Notícias.

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