Zé Rocha descarta aliança com centrão e restringe opções do PR a Lula e Bolsonaro
Por Lucas Arraz / Bruno Luiz
O líder do PR na Câmara, deputado federal Zé Rocha (BA), descartou nesta segunda-feira (16) a união do partido com as outras siglas do centrão, bloco formado por PP, DEM, Solidariedade e PRB, que apoiaria em conjunto um nome para o Palácio do Planalto. Além disso, o parlamentar baiano também restringiu as opções de apoio dos republicanos a pré-candidatos à Presidência da República. Agora, a sigla vai se definir entre dois nomes que são diametralmente opostos: o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o deputado federal Jair Bolsonaro (PSL).
Em entrevista ao Bahia Notícias, o deputado falou quais as condições do PR para apoiar um ou outro. No caso do PT, a aliança só virá se o partido resolver bancar a candidatura do empresário Josué Alencar, filho do ex-vice-presidente José Alencar, para presidente. Para optar por Bolsonaro, a legenda impôs que ele deixe o PR livre nos estados para decidir quem apoiar.
Segundo a coluna Painel, do jornal Folha de S. Paulo, por exemplo, um impasse em coligação nos estados levou os republicanos a suspender as negociações com o polêmico deputado. Recentemente, foi divulgado também que Bolsonaro exigiu o fim da aliança do PR com o governador da Bahia, Rui Costa, como condição para a composição.
“O PR não faz aliança com nenhum partido que nos prive da autonomia, em seus estados, de fazer as coligações com quem interessar ao partido, para que nós exerçamos o direito de coligar com quem achar conveniente”, reivindicou.
Ainda de acordo com ele, a decisão sobre o apoio do PR sai até esta sexta-feira. Questionado sobre uma possível incongruência em cogitar apoiar nomes de espectros políticos completamente diferentes, Zé Rocha negou.
“Parece ser oposto. Não é. O que a gente busca com o Josué Alencar é ter uma candidatura de centro-esquerda. Ele teria oportunidade de alguns partidos do centro. Já no caso do Bolsonaro, teríamos aliança de centro-direita. Nós estaremos sempre compondo politicamente com o centro”, explicou.
Ainda segundo ele, os deputados federais do partido terão direito de apoiar Jair Bolsonaro, caso o PR feche aliança com o PT.
“Ninguém vai ser obrigado a acompanhar o PT ou acompanhar Bolsonaro. Terão total liberdade. Questão individual é com cada deputado. Questão de partido é questão de partido”, ponderou.
