Ideia na proporcional é criar 'patamar mínimo' para manter bancadas, diz Everaldo
Por Lucas Arraz / Ailma Teixeira
Depois de arrumar, com certa dificuldade, a chapa majoritária, o PT de Rui Costa agora deve concentrar sua energia na organização da proporcional, que é definida por chapas que elegem os deputados federais e estaduais. A meta, de acordo com o presidente estadual da sigla, Everaldo Anunciação, é eleger, pelo menos 11 deputados estaduais e oito federais. "A ideia é definir um princípio que todos concordaram", pontua Everaldo. "O princípio é que o desenho que venha a ser feito crie condições para que os partidos façam um patamar mínimo para manter o número de deputados eleitos", completa o político, em contato com o Bahia Notícias. Assim, na última reunião do conselho político, o PT pediu que cada sigla da base apresente o que é mais viável para si, a fim de testar a viabilidade de cada proposta para a proporcional. No entanto, o BN apurou que ao menos o PDT e o PCdoB não querem participar do chamado chapão. Ambas legendas acreditam que seus parlamentares têm mais chance na disputa se não coligarem com o grupo maior - atualmente, o PCdoB tem dois deputados federais e três estaduais enquanto o PDT tem apenas um deputado na Câmara Federal e três na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA). Por outro lado, Everaldo acredita que há chances de eleger uma bancada ainda maior, superando a proporcionalidade atual de cada partido no Legislativo. “É óbvio que pelo desgaste da oposição e pela fragilidade da chapa apresentada por eles, podemos trabalhar com a ampliação das bancadas a partir das candidaturas novas”, estima. Concomitante a isso, outra questão para a qual o PT precisa atentar nesse processo de formação de chapa é a exigência de que pelo menos 30% das candidaturas do grupo sejam ocupadas por mulheres. Assim, a existência de candidatas com potencial eleitoral deve ser levada em consideração.
