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Base de ACM Neto na Câmara quer retaliação a vereadores que se rebelaram em votação

Por Ailma Teixeira

Base de ACM Neto na Câmara quer retaliação a vereadores que se rebelaram em votação
Fotos: Max Haack / Divulgação / Valdemiro Lopes | Montagem BN

No que depender de integrantes da base do prefeito ACM Neto (DEM) na Câmara Municipal de Salvador (CMS), o posicionamento dos vereadores Ana Rita Tavares (PMB), Cezar Leite (PSDB) e Odiosvaldo Vigas (PDT), na sessão da última segunda-feira (18), pode vir a ser retaliado. Enquanto o pedetista sequer compareceu ao Legislativo para a votação do Projeto de Lei Complementar 01/2018, os outros dois parlamentares votaram contra o artigo 13 do texto, que retira a progressão salarial automática para os profissionais da saúde. Uma fonte ligada à base governista declarou ao Bahia Notícias que há uma “forte pressão” para que os três sejam repreendidos, o que pode acontecer com a retirada de cargos, com a não liberação de emendas e outras ações. Mas a alternativa que deve ser sugerida é a de uma “compensação” para aqueles que se mostraram fieis ao Executivo e votaram pela integralidade do projeto. O artigo em questão foi alvo de diversos protestos por parte dos servidores, a exemplo do ato no dia da votação, que contou com ovos atirados no prédio, uso de spray de pimenta pela polícia e ameaça de processo por dano ao patrimônio público (veja aqui e aqui). Ainda assim, o PLC foi aprovado e deve ser sancionado por ACM Neto até o fim desta semana. Com essa mudança, os profissionais do setor agora precisam passar por avaliação, a cada dois anos, para receber o reajuste. Se de um lado, o Sindicato dos Servidores da Prefeitura de Salvador (Sindseps) classificou o projeto como uma retirada de direitos, a gestão municipal defende que é uma questão de isonomia, ou seja, para igualar as condições dos trabalhadores.