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PSB vai discutir possibilidade de candidatura avulsa de Lídice em plenária

Por Bruno Luiz

PSB vai discutir possibilidade de candidatura avulsa de Lídice em plenária
Foto: Tiago Dias/ Bahia Notícias

Apesar de o cenário ser considerado remoto nos bastidores, uma possível candidatura avulsa de Lídice da Mata (PSB) ao Senado será discutida nesta terça-feira (19), durante a plenária convocada pela parlamentar para falar sobre a formação da chapa majoritária do governador Rui Costa (PT) à reeleição. A informação é do secretário-geral do PSB baiano, Domingos Leonelli. Em entrevista ao Bahia Notícias, ele afirmou que, além dessa possibilidade, outras, como Lídice disputar uma cadeira na Câmara dos Deputados, estarão na pauta do evento. A busca por alternativas para o futuro político da senadora se dá pela decisão do governador Rui Costa – ainda não anunciada publicamente, mas sabida nos bastidores – de deixar a socialista fora da majoritária.  “Vamos discutir se manteremos a candidatura de Lídice independente da decisão, se teremos chapa própria. Na verdade, vamos colher sugestões na plenária e levaremos para uma reunião da Executiva estadual, onde tomaremos uma decisão formal sobre a posição que tomaremos em relação à senadora”, explicou Leonelli. Ele ainda refutou veementemente a possibilidade, confirmada pelo ex-governador Jaques Wagner, de Lídice ocupar a suplência da candidatura dele ao Senado. Nesta terça, por exemplo, o petista voltou a dizer que é dela a prioridade para sua suplência. “Essa hipótese [suplência para Lídice] não existe. Isso não obedece a nenhum critério”,  refutou. Leonelli disse ainda que a possibilidade de o deputado federal Bebeto Galvão (PSB) ser suplente de Wagner, também aventada, não foi discutida. Ele ainda classificou a decisão de alijar Lídice da chapa com o “retrocesso ideológico, político e eleitoral” e ainda alertou que a opção pelo presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), Angelo Coronel (PSD), para o Senado é perigosa, pois fortalece a hegemonia do senador Otto Alencar, presidente estadual do partido, como liderança política na Bahia. “É retrocesso ideológico porque diminui o papel da esquerda da política, fortalecendo uma posição hegemônica de Otto. Política porque não atende aos critérios de representatividade. Temos muita curiosidade pra saber que critério foi adotado pelo governador”, cutucou.