Ministro da Agricultura, Blairo Maggi é denunciado pela PGR por corrupção passiva
O ministro da Agricultura, Blairo Maggi (PP-MT), foi denunciado ao Supremo Tribunal Federal (STF) pela Procuradoria-Geral da República (PGR) por corrupção passiva. Segundo a denúncia, Maggi participou de um suposto esquema de compra e venda de vagas no Tribunal de Contas do Mato Grosso em 2009, quando era governador do estado. Caso o STF aceite a denúncia, Maggi se torna réu nesse caso. De acordo com a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, há provas de que o grupo pagou até R$ 12 milhões em propina para que o então conselheiro do TCE-MT, Alencar Soares, pedisse aposentadoria e, assim, abrisse vaga para a indicação do ex-deputado estadual Sérgio Ricardo de Almeida. No entanto, a denúncia, segundo o G1, que Maggi mudou de ideia e fez um novo acerto com Alencar Soares para que ele continuasse no cargo. O objetivo era nomear o então secretário de Fazenda, Eder de Moraes, para o TCE. De acordo com a investigação, Eder de Moraes teria oferecido, por ordem de Maggi, R$ 4 milhões para que Alencar permanecesse no cargo. A transação, aponta os procuradores da República, teria impedido naquele momento a nomeação de Sérgio Ricardo. Depois, em 2012, ele assumiu uma cadeira no TCE e, em 2017, foi afastado. A denúncia foi apresentada no âmbito da Operação Ararath, que investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro e crimes financeiros no estado do Mato Grosso, governado por Maggi de 2003 a 2010. O esquema teria atuado por meio de empréstimos fraudulentos e empresas de fachada. Em nota, o ministro Blairo Maggi negou as acusações e disse indignado pela denúncia. “Causa profunda estranheza e indignação a denúncia oferecida pela Procuradoria Geral da República, uma vez que o mesmo fato já foi objeto de investigação em 2014 e arquivado a pedido da própria PGR. Na época, o inquérito n 3842, da relatoria do ministro do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli, foi arquivado pela 2a turma do STF por falta de provas. Desta vez, este mesmo caso é objeto de novo inquérito que tem o ministro Luiz Fux como relator, porém sem novos argumentos ou provas. A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, desconsiderando completamente a decisão de arquivamento do STF ofereceu nova denúncia”, afirmou o ministro.
