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De Jerusalém a Tóquio: Vereadora propõe irmandade entre Salvador e governos 'gringos'

Por Guilherme Ferreira

De Jerusalém a Tóquio: Vereadora propõe irmandade entre Salvador e governos 'gringos'
Fotos: Rita Barreto/ Setur | Fernanda Carvalho/ Fotos Públicas

O que é que Tóquio, Cidade do Cabo e Jerusalém têm em comum? Por enquanto, a lista de coincidências pode não ser muito extensa, mas em breve todas elas podem se tornar irmãs de Salvador. Apenas este ano, a vereadora Rogéria Santos (PRB) apresentou oito projetos na Câmara propondo um acordo de irmandade entre a capital baiana e diferentes governos do exterior, incluindo cinco países (Guiné Bissau, São Tomé e Príncipe, Cabo Verde, Timor-Leste e Guiné Equatorial) e três cidades (Jerusalém, Tóquio e Cidade do Cabo). Apesar de alguns desses locais não apresentarem uma evidente relação histórica e cultural com Salvador, Rogéria aponta que a motivação para que a capital baiana se torne irmã desses locais é a possibilidade de intercâmbio de experiência entre elas. "Quando você traça essa possibilidade de cidades-irmãs, você está desejando que elas troquem experiências produtivas em todos os campos", argumentou a vereadora em entrevista ao Bahia Notícias. "Independentemente da distância, você pensa no que uma tem que pode contribuir para a outra, seja no âmbito cultural, da educação ou até mesmo da economia", comentou. Rogéria acredita que o distanciamento histórico com Tóquio, por exemplo, não representa um problema para a aprovação dos acordos de irmandade na Câmara de Vereadores e aponta que Salvador também pode contribuir muito com as cidades estrangeiras. "Quando você adota uma criança, ela tem alguma historicidade com você?", comparou. "Se você parar e observar Tóquio, será que Salvador não tem nada a dar para eles? Olha como Salvador é. Nosso povo é maravilhoso, hospitaleiro, ‘caliente’, possui uma cultura vasta", justificou. Os projetos de lei apresentados por ela ainda não têm previsão para serem votados em plenário. Caso eles sejam aprovados pelos vereadores e sancionados pela prefeitura, Rogéria aponta que o acordo de irmandade passaria a ser tratado apenas pelos governos envolvidos. "O Executivo da cidade de Salvador com o Executivo dessa cidade é que vão traçar as vias diplomáticas para esses convênios", disse ao Bahia Notícias.