PV está ‘livre’ para tomar rumo e só apoia nome da oposição se estiver na majoritária
Por Bruno Luiz
Presidente interino do PV na Bahia após a saída do deputado federal Uldurico Júnior do partido, Ivanilson Gomes afirmou nesta sábado (8) que, sem o prefeito ACM Neto (DEM) candidato ao governo do Estado, a sigla está “livre para tomar o rumo que for melhor” para a agremiação. Demonstrando que não há compromisso em apoiar dentro da oposição um nome que não seja o de Neto na disputa, Gomes reforça os rumores de que o partido pode migrar para a base do governador Rui Costa. Em entrevista ao Bahia Notícias, ele ainda colocou uma condição para o PV discutir apoio a uma candidatura do grupo oposicionista. “O primeiro ponto de diálogo é o partido estar na majoritária. Se isso for negado, a gente nem senta pra discutir”, exigiu. “[Sem Neto] Vai ser uma outra discussão. Quando ele estava decidindo a vida dele, eu disse: ‘Você candidato, há uma possibilidade real de o partido apoiar’. Sendo outro nome, é uma discussão que começa do zero”, continuou, ao falar sobre como serão as tratativas da legenda. Questionado também sobre a possibilidade de o partido marchar com Rui nas eleições, agora que Neto está fora do páreo, Gomes foi categórico: “Qualquer possibilidade ganha força internamente”. “Eu nunca tive contato com o governador. Evidente que, dentro do partido, existem pessoas que defendem essa tese [de o partido migrar para a base do petista]. O partido tem que sentar e discutir”, afirmou. Também durante a entrevista, o dirigente estadual do PV avaliou que a candidatura ao governo do ex-prefeito de Feira de Santana, José Ronaldo, lançada pelo DEM no sábado (7), não tem a mesma força que a de Neto e sofrerá dificuldades na campanha. “Até Zé Ronaldo tem consciência disso [que não possui a mesma força]. Neto cresceu com rapidez, se consolidou no estado. Já havia expectativa do povo baiano quanto a sua candidatura. Agora, acho que são perfis diferentes. Acho Zé Ronaldo um bom gestor. Mas o nome dele, na minha opinião, não é conhecido por todos os baianos. Vai ser um trabalho mais difícil torná-lo conhecido”, opinou, destacando que recebeu um convite do democrata para acompanha o anúncio de seu ingresso na corrida eleitoral. Ao falar sobre a desistência de Neto, o verde disse que o fato causou “grande desconforto” e lançou sobre os aliados uma “ducha de gelo”. Além disso, também mostrou insatisfação com o espaço do partido na gestão do prefeito e pediu que o democrata reavalie a composição do governo. “Acredito que o partido, obviamente, entende que poderíamos ter uma participação maior, poderíamos contribuir mais, Temos musculatura política na capital. Estamos no mesmo nível de partidos que têm participação maior no governo. O governo de Neto precisa dar uma reavaliada nessa composição do governo”, reclamou.
