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Contrato da prefeitura com ONG causa ‘guerra’ entre governo e oposição na CMS

Contrato da prefeitura com ONG causa ‘guerra’ entre governo e oposição na CMS
Foto: Agecom

O contrato de 2.812,800 milhões da prefeitura de Salvador com a ONG Parque Social, de Rosário Magalhães, mãe do prefeito ACM Neto, noticiada primeiramente pelo Bahia Notícias, causou uma “guerra” entre vereadores governistas e da oposição. Kiki Bispo (PTB) rebateu as afirmações do seu colega José Trindade, que anunciou a disposição de entrar com uma representação no Ministério Público para que o órgão acompanhe o convênio firmado entre a Prefeitura e o Parque Social. “Na Câmara, ninguém leva a sério o que o vereador Trindade. Estou vendo a hora de o vereador entrar com alguma ação para tentar suspender a Copa do Mundo ou a final do Campeonato Baiano”, ironizou Kiki Bispo. O petebista disse que o Ministério Público reconheceu o Parque Social como instituição de assistência que executa ações voltadas para as pessoas carentes. “Como não apresenta nenhum projeto para a cidade e, principalmente, como não se conforma com a excelente avaliação do prefeito ACM Neto, o vereador Trindade fica criando factoides. Mas há muito tempo ele é alvo de piadas dos próprios colegas”, ressaltou. O líder do governo na CMS, Henrique Carballal (PV), também rebateu as acusações da vereadora Aladilce Souza (PCdoB) sobre possíveis irregularidades no contrato. A comunista chegou a propor a criação de uma Comissão Especial de Inquérito (CEI) para apurar o acordo. O contrato foi assinado pela secretária de Promoção Social e Combate à Pobreza, Tia Eron, e por Sandra Maria de Souza Paranhos, diretora da ONG e assessora especial do gestor do município. “Eu aceito fazer uma CEI, contanto que se investiguem também todos os assessores de deputados federais do PCdoB, que também são dirigentes de sindicatos e assinam convênios com o governo do Estado”, disse. Segundo Carbalall, “as insinuações da vereadora são maldosas e em nada acrescenta ao debate”. “A esposa do governador Rui Costa tem convênio com o governo do Estado e baseado na teoria da vereadora Aladilce deve ter esquema nos enxovais que saem de lá das Voluntárias Sociais”, completou.