Fechamento de fábricas da Petrobras na Bahia e Sergipe é suspenso por 120 dias
Foto: Reprodução / Tvspnews

O presidente da Petrobras, Pedro Parente, e o diretor de Refino e Gás Natural, Jorge Celestino, decidiram prorrogar o prazo para hibernação das fábricas de fertilizantes em Sergipe e na Bahia por mais 120 dias. A medida, de acordo com os diretores, será usada para aprofundar os estudos sobre o assunto. Em audiência realizada na Câmara dos Deputados, nesta terça-feira (27), o governador de Sergipe, Jackson Barreto (PMDB), o vice governador da Bahia, João Leão (PP), o líder do governo na Câmara dos Deputados, André Moura (PSC), e o deputado José Carlos Aleluia (DEM), dialogaram com a direção da estatal sobre as fábricas. A proposta é que sejam criadas comissões estaduais com representantes dos governos de Sergipe e Bahia, das federações das indústrias dos dois estados e da Petrobras para avaliar alternativas para os polos geradores de empregos. “Estamos dispostos a conversar. Vamos negociar e queremos começar imediatamente. Gostaria muito de encontrar uma saída que atendesse a essa questão sem subsídios. É importante que os estados engajem nessa discussão porque não vamos fazer com subsídios”, disse Pedro Parente ao se referir à questão principal do preço gás natural que é matéria prima para o funcionamento das Fafens. Na última terça-feira (20), a Petrobras anunciou a hibernação, até o final do primeiro semestre deste ano, das fábricas de fertilizantes nitrogenados da Bahia (Fafen-BA), localizada no polo petroquímico de Camaçari, e de Sergipe (Fafen-SE), na cidade de Laranjeiras (veja aqui). A iniciativa faz parte do processo de saída integral da produção de fertilizantes, conforme anunciado pela companhia em setembro de 2016.

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