Modo debug ativado. Para desativar, remova o parâmetro nvgoDebug da URL.

Usamos cookies para personalizar e melhorar sua experiência em nosso site e aprimorar a oferta de anúncios para você. Visite nossa Política de Cookies para saber mais. Ao clicar em "aceitar" você concorda com o uso que fazemos dos cookies

Marca Bahia Notícias
Você está em:
/
Notícia
/
Geral

Notícia

Mulher relata agressão por homens em bar no Stiep: 'Nunca vi tanta covardia em um lugar só'

Mulher relata agressão por homens em bar no Stiep: 'Nunca vi tanta covardia em um lugar só'
Foto: Reprodução / Instagram

Uma mulher foi agredida por três homens quando estava em um bar de Salvador no último dia 23. A agressão resultou em marcas vermelhas no colo e no pescoço. Júlia Jordan usou seu perfil no Instagram para relatar o ocorrido no bar Lagoa dos Frades, no Stiep. Dois garçons do estabelecimento estão entre os agressores. Segundo contou, tudo começou por volta das 2h da manhã, quando ela se negou a levantar da cadeira e um garçom a derrubou. Ao reagir, ele a agrediu com tapas e a segurou pelo pescoço. Uma amiga conseguiu apartar a agressão, mas um outro homem, que não era garçom, segurou a jovem para agredi-la da mesma forma. "O terceiro da história (outro garçom) fez a mesma coisa. E o que mais me chamou atenção não foi a ação em comum. Foi o olhar de ódio dos três pra mim. De raiva, de repulsa. Fui pra cima deles na intenção de me defender, mas se não tivesse algumas pessoas por mim, poderia ter sido muito pior", escreveu. Toda a situação durou cerca de dez minutos. Não bastasse a dificuldade em se desvencilhar de uma agressão sem motivo, Júlia relatou ter enfrentado dificuldade também para registrar a ocorrência na delegacia.

Nesta segunda (26) ela tentou fazer boletim de ocorrência na Delegacia da Mulher, no Engenho Velho de Brotas, mas um homem que trabalhava na unidade disse que o atendimento ali era apenas para casos em que a vítima tinha algum tipo de relação com o agressor. Júlia contou que foi então para a 6ª Delegacia, na Ladeira dos Galés, mas o tratamento foi o mesmo. "Contei meu caso pra outro homem que tinha algum cargo lá e que simplesmente me perguntou por que ele tinha me batido (pasmem). Depois disso, fui orientada a ir na delegacia mais próxima do ocorrido, que era na 9ª Delegacia, na Boca do Rio", contou. O atendimento não foi feito porque o sistema estava fora do ar, segundo disseram à vítima. No final da manhã desta terça-feira (27), Júlia voltou à unidade policial para tentar registrar a ocorrência. Conforme contou ao Bahia Notícias, o dono do bar Lagoa dos Frades ainda não a procurou para uma possível retratação. "Ele já deve estar sabendo. Pessoas que viram [a publicação] entraram em contato com ele, e ele pode ter a imagem da situação, mas ainda não entrou em contato comigo", disse.