BEM VINDO, CACCIOLA, À TERRA DO NUNCA
A Polícia Federal deve trazer hoje, de Mônaco, extraditado, o ex-banqueiro Salvatore Cacciola, aquele que não acreditou na força do seu dinheiro, e, afoitamente, fugiu do País. Mas chega, ainda, em bom momento, na medida em que os delegados da PF estão supostamente fracos, os banqueiros fortes e os habeas corpus fartos. Não custa tentar, depois da sua chegada, obter um remédio jurídico desses que premiou Daniel Dantas para ficar livre e voltar a curtir o Rio, que continua lindo, mas violento; e São Paulo, onde habitam doleiros e domiciliam empresas do tipo "fazemos qualquer negocócio". Cacciola, o apressado, retorna encontrando um bom clima para novas tentativas, porque, segundo alguns, não é justo que só ele ocupe uma cela, só porque é ítalo-brasileiro. Tem que ter sangue puro, e bom advogado que usa, e corretamente, a palavra "absurdez", ao invés de absurdo, para falar sobre as investigações sobre o seu cliente, o vice-rei do Brasil, Daniel Dantas. Bem vindo à Terra do Nunca, Cacciola!