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Temer se irrita com inclusão em inquérito e estuda enviar petição para parar investigação

Temer se irrita com inclusão em inquérito e estuda enviar petição para parar investigação
Foto: Reprodução / Agência Brasil

O presidente Michel Temer (PMDB) não recebeu bem à sua inclusão no inquérito que apura indícios de pagamento de propina pela Odebrecht na Secretaria de Aviação Civil. Irritado, o peemedebista, discutiu nos últimos dias com seus ministros, advogados e auxiliares se entrará com uma petição no Supremo Tribunal Federal (STF) para suspender a investigação. Auxiliares do presidente ouvidos pelo G1 afirmam que Temer discutiu o assunto na última sexta-feira (2) com seu advogado, Antônio Cláudio Mariz, mas ainda não bateu o martelo sobre a petição. Uma das análises feitas por Temer é a de que um presidente não pode ser investigado por crimes supostamente cometidos antes de seu mandato. O Planalto irá avalia que, pelo menos, três dos 11 ministros são a favor da tese do chefe do Executivo. Outros três ou quatro ministros seriam a favor de que o presidente pode ser investigado, mas não processado. Em conversas com aliados, Michel Temer demonstrou irritação com a interpretação feita pela procuradora-geral da República, Raquel Dodge, ao pedir sua inclusão no inquérito. Porém, assessores presidenciais revelaram à reportagem que são contra o presidente enviar qualquer manifestação à procuradora, pois seria "passar recibo". O pedido foi acolhido pelo ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no STF, na sexta-feira (2).