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PGR recorre e volta a pedir medidas cautelares contra Lúcio e Marluce Vieira Lima

PGR recorre e volta a pedir medidas cautelares contra Lúcio e Marluce Vieira Lima
Foto: Paulo Victor Nadal / Bahia Notícias

A Procuradoria-Geral da República (PGR) recorreu nesta sexta-feira(2) da decisão do ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que negou a imposição de medidas cautelares ao deputado federal Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA) e à mãe dele, Marluce Vieira Lima. No recurso, a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, pediu que a decisão do ministro seja reconsiderada e que ele conceda as medidas cautelares. Lúcio e Marluce foram denunciados pelos crimes de lavagem de dinheiro e associação criminosa por conta do "bunker" com mais de R$ 51 milhões encontrado em um apartamento em Salvador. Para Lúcio, Dodge pede que seja estabelecido recolhimento domiciliar noturno e nos dias de folga, com monitoramento eletrônico e fiança em valor equivalente a 400 salários mínimos. Para fixar o valor, ela levou em conta a declaração do parlamentar ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nas eleições de 2014, quando ele relatou ter mais de R$ 7,7 milhões em patrimônio. Para a mãe de Lúcio, Dodge pede prisão domiciliar com monitoramento eletrônico, fiança em valor equivalente a 400 salários mínimos e proibição de manter contato com os secretários parlamentares do filho deputado, nem recebê-los em casa ou utilizar seus serviços. No recurso, a procuradora-geral da República destaca que a decisão de Fachin não considerou novos elementos reunidos pela Polícia Federal e apresentados pelo Ministério Público Federal em 15 de fevereiro. "São indícios de fatos que potencialmente se relacionam, que são contemporâneos e, em sinergia, compuseram a face mais visível e eloquente do enriquecimento criminoso da família Vieira Lima: as malas e caixas com milhões de reais e dólares ocultados", escreveu Dodge.