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Base de ACM Neto torce por dissidência do Podemos para ter vida mais fácil na Câmara

Por Guilherme Ferreira

Base de ACM Neto torce por dissidência do Podemos para ter vida mais fácil na Câmara
Foto: Guilherme Ferreira / Bahia Notícias

No que depender da bancada de situação na Câmara de Vereadores de Salvador, o Podemos vai se tornar um partido independente na Casa. A hipótese surgiu no início do mês com a escolha da nova liderança da oposição (veja mais) e empolga aliados do prefeito ACM Neto com a perspectiva de ter a vida ainda mais facilitada durante as votações. Pessoas ligadas ao legislativo de Salvador relatam que a dissidência deve permitir mais articulações com os vereadores da sigla, visando a aprovação de projetos encaminhados pelo Executivo. Atualmente, o Podemos é representado na Câmara por Sidninho, Toinho Carolino e Carlos Muniz. Este último seria provavelmente quem mais se aproximaria da bancada de situação, por conta dos seus desentendimentos recentes com integrantes da oposição. Sidninho, por outro lado, é apontado como mais difícil para negociar. No entanto, em diferentes momentos no último ano, os três já votaram de forma contrária à orientação do bloco de oposição. O Podemos se tornar independente não significa que os seus vereadores vão deixar de ser leais ao governador Rui Costa, mas eles vão poder se posicionar nas votações sem precisarem responder como integrantes de um bloco que passou a ser liderado por uma vereadora do PT, Marta Rodrigues. A oposição inclusive ficaria em uma situação de grave desvantagem numérica dentro da Câmara, com apenas sete representantes - de um total de 43 - e quase em igualdade com os independentes, grupo que atualmente já conta com Hilton Coelho (PSOL) e Edvaldo Brito (PSD). Se no cenário atual os aliados de ACM Neto já conseguiram aprovar, com relativa facilidade, todos os projetos de lei encaminhados pela prefeitura em 2017, a possível mudança tornaria o jogo ainda mais difícil para os opositores. Por um lado, os vereadores do Podemos ainda demonstram grande insatisfação pela controvérsia que aconteceu durante a escolha da nova liderança da oposição. Por outro, o presidente nacional do partido, o deputado federal Bacelar, diz que prefere o caminho da conciliação (veja mais). O entendimento entre as duas partes vai ser decisivo para definir se ACM Neto pode ficar ainda mais tranquilo com a tramitação de suas pautas no Legislativo.