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‘Governo e prefeitura devem se unir’: Xanddy explica ideia para Carnaval democrático

Por Glauber Guerra / Rebeca Menezes

‘Governo e prefeitura devem se unir’: Xanddy explica ideia para Carnaval democrático
Foto: Júnior Improta / Ag Haack / Bahia Notícias

O cantor Xanddy, do Harmonia do Samba, detalhou na madrugada desta terça-feira (13) a sua proposta para um Carnaval mais democrático, que inclua mais atrações e dê mais segurança aos foliões. O Harmonia é uma das atrações do camarote Skol Beats, do circuito Dodô (Barra-Ondina). “A gente está passando por um processo de transformação. Todo processo de transição às vezes leva um tempo mesmo, é normal, porque tem muitas partes envolvidas. Principalmente o pessoal que tem os seus blocos e que depende de vender os seus blocos, assim também como os camarotes, que precisam vender para pagar os seus custos, independente de ganhar dinheiro. Tem todas as taxas, todas as coisas que são padrão. A gente, que tem bloco, sabe disso”, ponderou o vocalista do Harmonia, que puxa o bloco “Meu & Seu” no domingo e segunda de Carnaval no circuito Dodô (Barra-Ondina). Para Xanddy, inclusive, sua proposta é contrária “ao que deveria pregar”. “Mas eu acho, na minha opinião, que para o Carnaval de Salvador, [é preciso] se alinhar de uma vez por todas. Governo e prefeitura deveriam se unir, contratar através de verbas de patrocínio. Eu não estou falando de verba pública, eu estou falando de patrocínios que pudessem bancar. Que montassem um projeto, contratassem um engenheiro que preparasse algo fantástico, ou um arquiteto, que fizesse um projeto incrível em que todos os artistas fossem bancados com verba de patrocínio, porque eu imagino que existe a possibilidade para isso. Que os camarotes sejam os camarotes e tenham os seus artistas dentro. E que a pipoca pague um valor simbólico ali, que são modelos que já existem em outros lugares, e paguem seus R$ 10, R$ 15, para ter acesso àquele local”, narrou. “Pensem como um blocão. Um bloco para o Harmonia, para Bell, para Ivete, para Claudinha, para Saulo... para todos! Então imagine um blocão em que a pessoa tenha acesso àquele único local, em que ela vai ver todos os trios passarem, vai se divertir, e os camarotes vão dar a oportunidade de acompanharem de camarote. Na minha cabeça, é o que eu penso”, completou. Ainda assim, o cantor reforçou que sua ideia não é fazer a festa em um espaço completamente fechado – como a proposta idealizada por alguns camarotes para a Fonte Nova (veja aqui). “Não é indoor. Porque tem a opção do pipoca, de pagar esse valor simbólico, apenas pra se sentir um pouquinho mais seguro. Não tem cordeiro, não tem nada. São modelos que já existem em outros estados. É uma questão só de querer fazer”, concluiu.