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Larissa Luz defende importância do 'Respeita as Mina': 'Tirar visão que corpo é objeto sexual'

Por Renata Farias / Estela Marques

Larissa Luz defende importância do 'Respeita as Mina': 'Tirar visão que corpo é objeto sexual'
Foto: Renata Farias / Bahia Notícias

Falar sobre o assédio sexual contra a mulher, inclusive no Carnaval e em cima de um trio. Essa é a defesa de Larissa Luz, que divide o trio ‘Respeita as Mina’ com Pitty e Karina Buhr nesta segunda-feira (12) no Circuito Osmar (Campo Grande). Segundo ela, ainda que pareça monotemático, é importante falar do assunto até que as transformações aconteçam. “A gente vê assédio acontecendo o tempo inteiro no Carnaval. Poder usar nossa arte como ferramenta política para provocar uma emancipação dos nossos corpos e alcançar uma liberdade tão necessária para que a gente possa andar na rua e brincar, usar roupa que a gente quiser, tirar a visão de que nosso corpo é objeto e sexual o tempo inteiro, é muito bom poder estar participando disso tudo”, disse Larissa. A artista também criticou as cordas no Carnaval, que dividem quem está dentro do bloco de quem está fora, porque “não faz sentido”. “A rua é aberta, é pública. A gente precisa ter liberdade de viver e transitar esse festival, ter acesso a cultura de forma gratuita, democrática, livre. Carnaval é lindo, tem gente de tudo quanto é lugar, é uma grande vitrine. Não dá pra ter corda dividindo classes, dividindo raça, dividindo pessoas. Vai ser muito mais livre quando não existir corda nenhuma”, opinou.