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Pitty, Larissa Luz e Karina Buhr defendem importância de trio ‘Respeita as Mina’

Por Lara Teixeira / Júnior Moreira / Rebeca Menezes

Pitty, Larissa Luz e Karina Buhr defendem importância de trio ‘Respeita as Mina’
Foto: Lara Teixeira / Bahia Notícias

Atrações do trio “Respeita as Mina”, iniciativa da Secretaria Estadual de Políticas para as Mulheres (SPM), Pitty, Larissa Luz e Karina Buhr defenderam na madrugada deste domingo (11) a importância de discutir ações contra o assédio e a violência contra a mulher durante o Carnaval de Salvador. O trio se apresenta nesta noite no camarote Casa Skol, no circuito Dodô (Barra-Ondina). “Eu acho completamente importante. A gente é de Salvador e sempre lutou por um espaço democrático dentro do Carnaval. Essa coisa de ter mais diversidade, respeito a todos os ritmos, porque tem espaço para todo mundo, a rua é para todo mundo na minha concepção de Carnaval. Então fazer parte disso hoje com um projeto que ainda fala sobre o respeito às mulheres, que é um tema que a gente vem conversando sobre, um diálogo que se iniciou há muitos anos e que está se intensificando, se transformando, tem muitas nuances, é completamente importante. É uma conversa sobre o novo papel de cada um dentro desse século, dentro dessa época”, avaliou Pitty. Para Luz, esta é uma oportunidade de “juntar forças para dar mais ênfase à mensagem”. “Já vivi várias situações no Carnaval como público. A gente sabe que isso é recorrente, que no Carnaval é mais explícito, mais intenso, mais agressivo ainda. E trazer isso pro Carnaval de uma forma mais artística acho que tem outra inserção na mente das pessoas. Vejo como uma oportunidade maravilhosa poder usar nossa arte, como a gente já usa, como ferramenta política”, pontuou Larissa. Já Buhr apontou um outro problema recorrente que deve ser combatido: o machismo. “Tem um costume muito de olhar para as mulheres, aplaudir a beleza, reclamar da feiura, reclamar que está gorda demais, magra demais, mas normalmente não se dá muito valor à voz da gente, ao que a gente tem a dizer. E quando dão valor, geralmente associam à imagem da gente, de uma forma muito opressora”.