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Priorizando o interior, Britto prevê possibilidade de concurso: 'Mas não antes da eleição'

Por Cláudia Cardozo / Estela Marques / Luana Ribeiro

Priorizando o interior, Britto prevê possibilidade de concurso: 'Mas não antes da eleição'
Foto: Jefferson Peixoto/ Ag. Haack/ Bahia Notícias

Uma das prioridades apontadas pelo novo presidente do Tribunal de Justiça do Estado, Gesivaldo Britto, durante sua posse nesta quinta-feira (1º), está a promoção das comarcas – para equipar as juridições, o magistrado  sinalizou ser provável a realização de um concurso para servidores e juízes. “Possivelmente sim [deve ser realizado concurso]. É um desejo. Mas não antes da eleição”, afirmou, acrescentando que um processo seletivo só acontecerá após o esgotamento da lista de espera pendente. Questionado sobre o acúmulo de processos enfrentados pela Corte, apesar do recebimento do Selo Ouro do Prêmio Justiça em Números do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Britto aponta que a demanda reprimida foi reduzida em cerca de 50%. “Não foi bem assim. Havia aí uma demanda reprimida de processos, mas com o programa levado à frente pela nossa presidente, esses números caíram pela metade. Assim como o CNJ só premia quem realmente merece”, afirmou, estendendo os elogios à antecessora, Maria do Socorro Barreto, que teria feito “milagres”, em sua avaliação. “O Tribunal da Bahia é um tribunal relativamente pobre, comparado com outros tribunais. [No que diz respeito] a finanças públicas, o tribunal não pode gastar mais do que tem direito constitucionalmente. Dentro desses limites, tenho certeza e venho acompanhando a ajuda do nosso prefeito ACM Neto para melhoria”. Como exemplo, Britto cita o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul que tem 136 desembargadores contra 59 na Bahia, tendo ambos uma população semelhante. “Várias estratégias já estão sendo levadas a efeito, inclusive prosseguindo as que nossa presidente fez. Cartório unificado, caravanas que vão para o interior para fazer saneamento nas comarcas, criação de núcleos regionais”, enumera.